Revista da Armada - page 10

AGOSTO 2014
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REVISTA DA ARMADA
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Sexta e última perspetiva, a sustentação logística/material fora
da área. Para além das atividades relacionadas com o treino, a
guarnição também teve que fazer face a avarias inopinadas de
material que foram surgindo. Nesta matéria, realça-se as avarias
na peça de 76mm ou as fugas nas turbinas, que exigiram uma
atenção especial dos técnicos de bordo e o fundamental apoio
proporcionado pela Flotilha, Direção de Navios, Direção de Abas-
tecimento e Esquadrilha de Escoltas Oceânicos. Este apoio per-
mitiu solucionar todas as avarias registadas durante o treino,
quer pelas orientações técnicas recebidas, quer pelo envio dos
necessários sobressalentes e técnicos especializados.
O dia da inspeção final
A inspeção final do NRP
D. Francisco de Almeida
teve lugar no
dia 11 de junho. Com as rotinas de bordo implementadas e o trei-
no consolidado, o dia da inspeção final era esperado com óbvia
ansiedade, porém, com alguma naturalidade.
Com efeito, não obstante a natureza específica desse dia, não
houve necessidade de se realizarem quaisquer preparativos adi-
cionais ou especiais, na medida em que estes foram sendo im-
plementados pela guarnição ao longo das semanas de treino. O
navio estava pronto para a última avaliação!
Assim, à medida que foram decorrendo os incidentes na “bata-
lha interna” e na “batalha externa”, estes foram sendo resolvidos
de forma enérgica e eficaz por todos os elementos da guarni-
ção, sem exceção. Concluída a “guerra”, o Comodoro Williamson,
Commander Operational Training (COMOT), sublinhou o desem-
penho da guarnição durante o treino e, em particular, o trabalho
desenvolvido no dia da inspeção final.
Ademais, para o COMOT, tão importante quanto o desempe-
nho, foi a constituição de um grupo forte, coeso e motivado, a
guarnição do NRP
D. Francisco de Almeida
, sem a qual não teria
sido possível alcançar os resultados conseguidos.
Após a conclusão da inspeção final, o NRP
D. Francisco de Al-
meida
iniciou o trânsito para Portugal. Para além das avaliações,
dos dados estatísticos e dos registos históricos, fica a certeza de
uma oportunidade e uma experiência ímpar na vida profissional
e pessoal de cada um dos elementos da guarnição.
Por tudo o que foi escrito nestas linhas, numa tentativa de dei-
xar um testemunho claro do aprontamento do navio e da sua
prestação em Inglaterra, podemos concluir que o treino das fra-
gatas no OST continua a ser uma oportunidade singular para a
Marinha, para os navios e as suas guarnições, na medida em que
os ensinamentos e a experiência recolhida constituem um legado
que perdurará para as gerações futuras.
Colaboração do
COMANDO DO NRP FRANCISCO DE ALMEIDA
Notas
1
 Elementos da equipa de avaliação do FOST
2
 Orgãos de Comunicação Social.
1,2,3,4,5,6,7,8,9 11,12,13,14,15,16,17,18,19,20,...36
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