Revista da Armada - page 6

AGOSTO 2014
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REVISTA DA ARMADA
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Entre 5 de maio e 11 de junho, o NRP
D. Francisco de Almeida
concluiu com sucesso o
Portuguese Operational Sea Training
(POST),
constituído por uma semana de terra e cinco de mar, durante as quais o navio foi sujeito a um conjunto diversificado de ações de
treino. Todas as áreas do navio foram treinadas e avaliadas, nomeadamente: imediato, marinharia, logística, saúde, mecânica, ele-
trotecnia, limitação de avarias, armas e eletrónica, comando e controlo, guerra anti-aérea, anti-superfície e anti-submarina, guerra
eletrónica, guerra assimétrica, operações de segurança marítima, comunicações, navegação, aviação, meteorologia e hidrografia e
relações públicas.
P
erante a complexidade e a exigência reclamada pelos
seari-
ders
1
ingleses, a guarnição do NRP
D. Francisco de Almeida
respondeu sempre com uma grande recetividade ao treino, em-
penhamento, determinação, elevados níveis de motivação e en-
tusiasmo, predicados permanentemente reconhecidos e elogia-
dos pelo
staff do Flag Officer Sea Training
(FOST).
Em termos da plataforma, armas e sensores, o POST também
foi uma excelente oportunidade para se demonstrar em pleno
as capacidades combatentes do navio, tendo sido notórias as
características gerais do poder naval e, em particular, das fraga-
tas
multipurpose
, designadamente, a sua resiliência, prontidão,
flexibilidade, sustentação e capacidade de projeção de poder.
Concluído o primeiro POST da história do NRP
D. Francisco de
Almeida,
o navio iniciou o trânsito de regresso a águas lusas,
com o sentimento do dever cumprido, atracando na BNL a 14
de junho.
O PERíODO PRÉ-POST
O
Material Assessement and Safety Check
(MASC) realizado
em 6 de maio, vulgarmente conhecido como a inspeção inicial,
espelhou a capacidade do navio para iniciar o treino em seguran-
ça, nos aspetos do material e do pessoal, mas também represen-
tou o corolário de um vasto trabalho que teve lugar nos meses
que antecederam a chegada do navio a Inglaterra.
Com efeito, desde o início do corrente ano e ao longo de qua-
tro meses intensos e exigentes, foram efetuados diversos prepa-
rativos em Lisboa, envolvendo todas as entidades e organismos
responsáveis pelo aprontamento que, através de uma ação con-
certada, permitiram tornar real a participação do navio no POST
2014. Sem pretendermos ser exaustivos, abordaremos de forma
breve apenas quatro áreas distintas para o aprontamento, desig-
nadamente, o pessoal, o material, a logística e o treino.
Na área do pessoal realça-se o processo de rendições que, en-
cetado ainda no ano de 2012, possibilitou uma substituição de
cerca de 83% da primeira guarnição, garantindo o treino e os ali-
cerces para a estabilidade futura da guarnição.
Paralelamente, o navio integrou, a partir de fevereiro, duas
equipas de abordagem de fuzileiros, um controlador de helicóp-
teros, dois mergulhadores, um médico naval, um aspirante a ofi-
cial e o destacamento de helicópteros 22, num total de 185 mili-
tares embarcados.
Sublinha-se ainda o aprontamento médico-sanitário realizado
por todos os militares do navio e a atualização da formação em
áreas específicas, através de cursos tão diversificados tais como:
socorrismo, SAR urbano, equipa do convés de voo ou operação
com helicópteros.
Na área do material, importa referir o desafiante aprontamen-
to do navio. Primeiro, os trabalhos realizados no âmbito do ter-
ceiro escalão, designadamente, as revisões a dois geradores, as
intervenções ao compressor de baixa pressão e a um dos grupos
de ar condicionado, bem como a intervenção e beneficiação do
convés de voo e as diversas certificações de sistemas e equipa-
mentos, designadamente, na área dos serviços gerais, dos depar-
tamentos de propulsão e energia e de armas e eletrónica e das
facilidades de aviação do navio.
Ao nível do primeiro escalão, importa sublinhar os trabalhos
realizados pelos militares da guarnição na manutenção preventi-
va e corretiva dos equipamentos e no apoio prestado nas ações
no âmbito do terceiro escalão, bem como na beneficiação geral
dos espaços exteriores e interiores do navio.
NRP
D. FRANCISCO DE ALMEIDA
no
OPERATIONAL SEA TRAINING
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