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REVISTA DA ARMADA
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AGOSTO 2014
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Na área da logística, a aquisição e o controlo da situação dos
sobressalentes, em geral, e sobretudo daqueles relacionados
com os geradores, foi uma variável que exigiu um acompanha-
mento sistemático por parte de bordo e das entidades envolvi-
das de modo a não comprometer o aprontamento em tempo do
navio. Naturalmente, a preparação para uma missão de várias
semanas também exigiu um conjunto de fainas de material diver-
so, que se foram intensificando, em termos de periodicidade, nas
últimas três semanas antes da largada para Plymouth.
Por último, mas não menos importante, o treino efetuado no
âmbito do aprontamento do navio. Com efeito, concorrendo com
as diversas atividades enunciadas nos parágrafos anteriores, o
navio também foi desenvolvendo um programa semanal de trei-
no interno que envolveu todos os departamentos, com vista à
preparação, numa primeira fase, do Plano de Treino Básico (PTB)
e, numa segunda fase, do treino em Inglaterra.
Neste seguimento, o navio realizou o PTB de 10 de março a 4
de Abril. Constituído por duas semanas de terra e duas semanas
de mar, sob a égide da equipa de avaliação do CITAN, o PTB pro-
porcionou o desenvolvimento das proficiências coletivas e das
rotinas de bordo de modo a garantir a recuperação dos padrões
de prontidão naval previstos na doutrina nacional para esta clas-
se de navios.
Face ao que foi escrito neste capítulo, é lícito deduzir que, con-
vergindo com o exemplar trabalho e empenho colocado pela
guarnição, o apoio recebido por organismos tão distintos tais
como Direção do Serviço de Pessoal, Direção do Serviço de For-
mação, Direção de Navios, Direção de Abastecimento, Arsenal do
Alfeite, Flotilha, CITAN, Esquadrilha de Escoltas Oceânicos, Cen-
tro de Medicina Naval, Escola de Tecnologias Navais, Esquadrilha
de Helicópteros, entre muitos outros, foi determinante para que
o navio a 28 de abril estivesse pronto e seguro para largar rumo à
Base Naval de Devonport, em Plymouth.
O Operational Sea Training (OST)
O período do treino em Inglaterra é caracterizado como um
momento singular do ciclo operacional do navio. É um período
de grande exigência e intensidade que requer, por essa razão,
um empenhamento muito grande por parte de todos os elemen-
tos de bordo. Foi com este sentimento de responsabilidade, mas
também de grande motivação e determinação, que a guarnição
largou da BNL de Lisboa.
Após 3 dias de navegação, aproveitados para preparar a ins-
peção inicial e para qualificar a equipa de convés de voo (alfa) e
o FDO de bordo, o NRP
D. Francisco de Almeida
atracou a 1 de
maio, numa manhã fresca e com alguma chuva, normais para o
clima britânico.
Imediatamente no dia a seguir, a 2 de maio, decorreram as visi-
tas preparatórias para o treino (Pre-OST Liaison Visits) nas insta-
lações do FOST, com a participação de grande parte da guarnição.
As reuniões setoriais permitiram, assim, que os intervenientes no
treino (avaliadores e avaliados) trocassem as primeiras impres-
sões sobre os objetivos gerais do treino e as grandes linhas gerais
para o MASC.
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