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REVISTA DA ARMADA | 518



          INSTREX 171








































             o âmbito da preparação da Marinha Portuguesa para a respos-  segurança marítima. Este período foi ainda utilizado para efetuar
         Nta a cenários de crise, realizou-se, no período compreendido   diversos testes à arquitetura de comunicações e aos diversos siste-
          entre 20 e 29 de março, o exercício INSTREX 171 (ITX171) que, à   mas de comando e controlo.
          semelhança dos anos anteriores, foi constituído por uma fase de   A fase de mar, com um leque variado de séries, incidiu nas áreas
          treino de porto, entre 20 e 24 de março, e uma fase de treino no   tradicionais da guerra no mar, com exercícios de defesa aérea, luta
          mar, entre 24 e 29 de março.                        de superfície e antissubmarina. Foram também realizados o de-
           O ITX171, sob a forma de exercício seriado, foi planeado de acor-  sembarque da componente anfíbia da força e séries de proteção
          do com as instruções do Comando Naval, procurando proporcio-  de força perante ameaça assimétrica.
          nar as oportunidades de treino às forças sob seu comando ope-  O objetivo de treinar a projeção de força concretizou-se com o
          racional, com o objetivo geral de levar as unidades participantes a   desembarque de cerca de 70 militares na madrugada do dia 26 de
          alcançar ou manter os padrões de prontidão estabelecidos, habili-  março, visando conduzir um raid nas instalações de PANTROIA, a
          tando-as desta forma ao cumprimento das missões específicas e à   fim de garantir as condições de segurança necessárias para a sua
          sua integração em forças navais.                    utilização por parte das Unidades Navais de superfície da Força
           Sob responsabilidade do Comandante Naval, VALM Gouveia e   Naval.
          Melo (CTF 443), contou com a participação de cinco navios de su-  Este evento tinha previsto a participação da Tekever, através do
          perfície, um submarino , equipas de mergulhadores (CDT  e Desta-  emprego do sistema autónomo aéreo (UAS) AR4 Ligth Ray a par-
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          camento de Guerra de Minas), força de desembarque constituída   tir do navio chefe. Contudo, as condições meteorológicas que se
          pela Força de Fuzileiros Nº 2 (FFZ2), bem como aeronaves da Força   fizeram sentir no período desta ação, em particular o vento fora
          Aérea Portuguesa (FAP), P3C-CUP+ e F-16 MLU, envolvendo um to-  dos limites de operação deste sistema, inviabilizaram a sua concre-
          tal de cerca de 600 militares da Marinha integrados na Força Naval   tização. Não obstante, foi mais um passo importante para todos os
          Portuguesa (FNP).                                   intervenientes no processo de planeamento, considerando a inte-
           A FNP, comandada pelo CTG 443.20, CMG Manuel Silvestre Cor-  gração deste tipo de sistema numa operação anfíbia.
          reia (que embarcou no NRP Bartolomeu Dias – navio chefe, com   A FFZ2, comandada pelo CTEN FZ Silva Filipe (CLF ), embarcou
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          o seu estado-maior), constituiu-se também como a componente   com o seu estado-maior no navio chefe, tendo os restantes ele-
          naval da Força de Reação Imediata (FRI), permitindo igualmente o   mentos da força embarcado nos NRP Vasco da Gama e Figueira da
          seu treino e aprontamento neste exercício.          Foz, que constituíam o grupo de transporte da Força Anfíbia (ATF ).
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           Na fase de treino de porto, foi dada ênfase às séries de navega-  O  exercício  incluiu  ainda  a  participação  do  Destacamento  de
          ção e pilotagem no simulador de navegação, mas também séries   Mergulhadores para Guerra de Minas (DMS3), tendo a sua ação se
          táticas beneficiando do novo simulador ASTT  do Centro Integrado   centrado no aperfeiçoamento dos procedimentos padrão ineren-
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          de Treino e Avaliação Naval (CITAN), bem como exercícios de abor-  tes ao conceito de emprego de veículos submarinos autónomos
          dagem e vistoria a navio no âmbito das operações de interdição e   (AUV ) a partir dos submarinos da Classe Tridente.
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