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REVISTA DA ARMADA | 518


           Este tipo de emprego do veículo autónomo submarino tem o
          objetivo de executar levantamentos hidrográficos expeditos e exe-
          cução de buscas de modo discreto.
           Para o efeito foi envolvida a Faculdade de Engenharia da Uni-
          versidade do Porto (FEUP) no âmbito do projeto de investigação
          "SeaCon " .
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           Em apoio e em complemento aos programas de ensino e forma-
          ção da Marinha, decorreu, em simultâneo, o embarque dos ofi-
          ciais do curso de especialização oficiais (ATO14) e dos aspirantes                                     Foto 1SAR ETC J. Parracho
          da classe de Marinha do 5º ano da Escola Naval, em estágio de
          embarque nas diversas unidades de superfície.
           Destaca-se uma vez mais a colaboração prestada pela FAP du-
          rante todo o exercício, que se constituiu como um elemento fun-  do-se o Ministro da Defesa Nacional, Dr. Azeredo Lopes, o Almi-
          damental na prossecução dos objetivos do ITX171.    rante CEMA e AMN, ALM Silva Ribeiro, bem como o Presidente da
           Face às condições do estado do mar, a série de tiro prevista, que   Câmara de Cascais, Dr. Carlos Carreiras, entre outras edilidades do
          incluía tiro contra alvo rebocado, realizou-se sem a utilização do   Município de Cascais, que assistiram às atividades desenvolvidas
          alvo.                                               em terra no âmbito das ações de caráter humanitário, onde tive-
           O seriado contou com diversas séries avaliadas pelo CITAN, no âm-  ram oportunidade de verificar in loco a capacidade de integração
          bito do Plano de Treino Básico (PTB) do NRP D. Francisco de Almeida,   dos inúmeros meios ao dispor da Marinha e da Autoridade Marí-
          permitindo desta forma rentabilizar os meios disponibilizados.  tima, como valências na assistência em caso de emergência civil.
           Esta edição do exercício naval INSTREX teve a particularidade de   Sublinha-se a flexibilidade que foi necessária por parte das uni-
          incluir nos dois últimos dias a preparação e realização de uma de-  dades navais para acomodarem as várias necessidades internas e
          monstração de capacidades da Marinha em apoiar a Autoridade   solicitações externas, de modo a providenciarem condições para
          Marítima Nacional, em situações de emergência civil, designada   a execução de ações de formação, procederem à qualificação de
          de “Exercício Proteger”. Neste exercício a Marinha, através da For-  equipas, ao mesmo tempo que executavam o plano de treino do
          ça Naval Portuguesa, empregou um leque alargado de capacida-  NRP D. Francisco de Almeida, indo assim ao encontro da racionali-
          des, numa simulação de ajuda humanitária em “Cascais” na se-  zação de recursos que atualmente se impõe.
          quência de um incidente em terra.                     Com a realização deste exercício, a Marinha assinalou, uma vez
           O cenário fictício criado pretendeu replicar uma situação em   mais, a importância que o treino assume na obtenção dos padrões
          que a Marinha é chamada a empregar os seus meios em elevada   de prontidão operacional estabelecidos, que permitirão desempe-
          prontidão, atribuídos à FNP, para prestar auxílio humanitário de   nhar as tarefas que venham a ser cometidas aos meios operacio-
          emergência. Este apoio assentou nas valências técnico-profissio-  nais, com segurança, eficácia e eficiência. A Marinha garante assim
          nais dos militares da Marinha, que se consubstanciou em equipas   a sua prontidão e capacidade de resposta em caso de necessidade
          de reconhecimento e segurança constituídas pela FFZ2, equipas   de empenhamento.
          médicas e equipas técnicas, totalizando cerca de 150 militares pro-
          jetados a partir do mar em apoio às ações de socorro em terra.                      Colaboração do CTG 443.20
           Na situação recriada, um forte abalo sísmico seguido de mare-
          moto afetou severamente uma zona ribeirinha, simulada na zona
          da Baía de Cascais, tornando o acesso por mar a única via para fazer   Notas
          chegar à região mais afetada os meios de assistência necessários.   1 2   NRP Arpão
                                                                  Clearance Diving Team
           As equipas da Marinha foram chamadas a atuar em apoio e sob   3   Action Speed Tactical Trainers
          coordenação do Capitão do Porto de Cascais, que efetua a ligação   4 5   Commander of the Landing Force
                                                                  Amphibious Task Force
          com as restantes autoridades de proteção civil, num cenário inter-   6   Autonomous Underwater Vehicles
          agência.                                             7   AUV´s SeaCon foram desenvolvidos pela Faculdade de Engenharia da Universi-
                                                                dade do Porto em colaboração com a Marinha, no âmbito do projeto SeaCon
           No dia 29 de março, a demonstração do Exercício Proteger con-  financiado pelo Ministério da Defesa Nacional.
          tou com a presença de altas entidades civis e militares, destacan-













         Foto 1SAR ETC J. Parracho









                                                                                                     MAIO 2017  7
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