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Apesar da impossibilidade de prever com segurança a evolução do panorama estratégico internacional e as suas consequências a nível nacional, a visão da Marinha do Futuro é baseada nos seguintes factores:
A aproximação das marinhas ao litoral será evidenciada, sendo necessário valorizar a componente anfíbia e o emprego de fuzileiros e mergulhadores, as informações navais, a capacidade de defesa própria das unidades navais e o apoio de fogos;
A mais alta probabilidade de operações aponta para resposta a crises, operações de apoio à paz (nas diversas modalidades) e humanitárias;
A concretização de ameaças à segurança nacional com origem externa, mas actuando no interior do território nacional, tende a relevar as missões na área da segurança interna, aumentando o volume da cooperação com as forças de segurança;
As missões de interesse público exigirão cada vez mais um dispositivo naval moderno, com navios bem apetrechados, sistemas de informação e sensores bem integrados e estados de prontidão elevados;
Existirá crescente sensibilidade na sociedade para todas as questões relacionadas com a protecção ambiental no meio marinho, área em que a Marinha tenderá a desempenhar tarefas de crescente importância;
A tendência de integração do país nos grandes espaços estratégicos relevará a importância da cooperação internacional e, dentro desta, as relações com as marinhas aliadas e amigas;
A cooperação técnico-militar, designadamente, com os Países de Língua Oficial Portuguesa, tenderá a intensificar-se e a exigir mais recursos;
A Marinha das próximas duas ou três décadas corresponderá sensivelmente à que actualmente se pretende edificar, admitindo-se a necessidade de proceder apenas a alguns ajustamentos no médio e longo prazo;
São previsíveis dificuldades no recrutamento e na fidelização de pessoal militar;
O conceito de Marinha equilibrada no conjunto das capacidades manterá a sua plena "validade".
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