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Em 1980, na sequência de uma directiva emanada do Estado-Maior-General das forças Armadas que considerava prioritária e urgente a aquisição de três novas fragatas para a Marinha, o Governo Português iniciou a apreciação de um projecto para a construção destes modernos meios navais.
Em 1985, após longos e exaustivos estudos, o Governo dá luz verde para a construção de três fragatas da classe "Vasco da Gama", (Tipo MEKO 200), cabendo à Marinha Portuguesa a responsabilidade da gestão técnica do contrato.
Estas fragatas são navios modernos, dotados de armamento e sensores altamente sofisticados, utilizando tecnologia militar de ponta, sendo verdade que pela primeira vez na sua história, a marinha de Guerra Portuguesa possuísse unidades navais totalmente vocacionadas para enfrentar convenientemente qualquer cenário de multiameaça no mar.
Também se torna digno de realce o facto de, pela primeira vez, uma unidade naval portuguesa estivesse equipada com sistemas de lançamento de mísseis superfície-superfície (SS) e superfície-ar (SA). Finalmente entre várias inovações ligadas aos sistemas de integração de armas e sensores, de comunicações, propulsão, etc., cada navio tem atribuído dois helicópteros para luta anti-submarina (AS) os quais, fazendo parte integrante do navio a que pertencem, permitem a optimização das suas capacidades na luta AS.
A realização deste projecto permitiu que Portugal consolidasse a sua projecção naval da sua capacidade política através de uma resposta operacional ainda mais adequada, integrando estas modernas fragatas no dispositivo naval nacional ou atribuindo-as, quando conveniente, em forças navais no âmbito NATO ou de outras organizações já existentes ou a criar no futuro.
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