As 12 horas do dia de hoje marcaram o início da fase FIT (Force Integration Training) do Contex/Phibex07, com o agrupamento e deslocação da Força Naval na costa Oeste de Portugal, visando a criação de condições para que possa actuar como uma Força Militar integrada e coesa no cumprimento da missão que lhe foi determinada.
Após a primeira etapa, a qual consistiu na execução de um conjunto de exercícios pré-programados com o propósito principal de consolidar procedimentos e avaliar capacidades operacionais (individuais e colectivos dos meios), deu-se início a uma nova fase de adestramento, em que todas as valências operacionais da força naval são integradas com o intuito de responder a desafios que lhe serão colocados, sempre com o objectivo do cumprimento da missão de imposição de paz .
Efectuado o reagrupamento, e sob comando da Fragata Portuguesa "Vasco da Gama", os navios deslocam-se com destino a zona do desembarque das forças anfíbias (Península de Tróia, cenário do exercício), com o objectivo de, numa primeira fase, estabelecer uma zona marítima de exclusão de forma a garantir a segurança marítima na área de operações. Ao longo deste percurso, a força confrontar-se-á com meios opositores de superfície, aéreos e submarinos, visando desta forma simular as condições reais numa missão deste tipo.
Ainda no dia de hoje, durante a madrugada, antecedendo as acções em terra prevista nos próximos dias por parte da componente anfíbia da força, serão inseridas equipas de operações especiais da Marinha Portuguesa e Espanhola no terreno (Destacamento de Acções Especiaise e Unidade de Operações Especiais, respectivamente), as quais terão por objectivos a recolha de imagens e informação, sabotagem de pontos estratégicos e resgate de reféns, sendo apoiadas a partir do mar pelo submarino e por helicópteros estrategicamente colocados.
A elevada complexidade deste tipo de movimentos realça a importância da primeira fase do exercício (CET - Combat Enhancement Training), face à coordenação e proficiência dos meios humanos e materiais requerida. A Marinha efectua treinos regulares nesta área operacional, com vista à manutenção e aperfeiçoamento das qualificações das guarnições nacionais em intercâmbio com meios de outros países, dado que assume vital importância na garantia da elevada capacidade de intervenção da Armada Portuguesa, sempre que solicitada neste tipo de missões, conforme já ocorreu, por exemplo, na Guiné-Bissau em 1998.