A Marinha volta a entrar em combate
A Marinha volta a entrar em combate na segunda metade do século XX; nas águas do Índico o aviso Afonso de Albuquerque e a lancha de fiscalização Vega entregam-se com denodo à luta com forças navais e aéreas superiores; nos teatros de operações de África as fragatas e as corvetas patrulham a área oceânica e escoltam navios de transporte de tropas, as lanchas de fiscalização e os fuzileiros são empregues em operações e patrulham os rios e as águas costeiras dos territórios sob administração portuguesa.
A construção ou simples aquisição de navios fazia-se agora, em estaleiros nacionais, e orientada para as lanchas de fiscalização e de desembarque, mas cujo número total atinge a centena no início da década de 1970; adquirem-se ainda 7 fragatas, 4 submarinos, 10 corvetas, 10 patrulhas, 1 navio-tanque, 1 navio-escola à vela, e 1 navio-hidrográfico, unidades na sua maioria ainda ao serviço.
Últimos anos
A participação na NATO leva a estudar, desde 1976, a aquisição de novas fragatas, cuja concretização só veio a verificar-se mais tarde.
A década de 1980 assiste à aquisição de apenas 4 navios:
· O navio-escola "Polar";
· O navio de apoio logístico "São Miguel";
· As lanchas hidrográficas "Andrómeda" e "Auriga".
Dificuldades económicas têm impedido a concretização de um plano de reapetrechamento naval que a idade da maioria dos navios da esquadra recomenda.
No entanto a Marinha tem renovado algumas das suas infraestruturas de forma a garantir os compromissos nacionais e internacionais. A instalação do sistema SIFICAP para a fiscalização da pesca e a adesão ao sistema GMDSS de busca e salvamento no mar obrigaram à modernização dos sistemas de comunicações da Marinha com a concentração dos seus meios e consequente encerramento de algumas estações e postos rádio navais.
Desde há alguns anos a Marinha vem também fazendo um esforço no sentido da redução dos gastos com pessoal, reestruturando e concentrando alguns organismos em terra, de que são exemplo a centralização da Direção do Serviço de Pessoal nas Instalações Navais de Alcântara e o reordenamento do parque escolar com o encerramento das instalações de Vila Franca de Xira.
Construções e aquisições feitas na década de 1990:
· Construções: as 3 fragatas da classe "Vasco da Gama"; as 9 lanchas da classe "Argus"
· Aquisições: em segunda mão, o reabastecedor "Bérrio" e os navios hidrográficos "D. Carlos I" e "Gago Coutinho".
Construções e aquisições feitas de 2000 até hoje:
· Construções: 2 submarinos da classe "Tridente"; 1 patrulha oceânico da classe "Viana do Castelo"
· Aquisições: em segunda mão, 2 fragatas da classe "Bartolomeu Dias".
Projetos
O atual plano de reconstrução da esquadra inclui, como necessidades imediatas, as seguintes aquisições:
· Navio logístico polivalente;
· 6 patrulhas Oceânicos;
· 2 Navios de Combate à poluição;
· 5 Lanchas de Fiscalização Costeira.