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VII - Restauração da Independência e renovação da Marinha


 

Ao separar-se da coroa vizinha em 1640, Portugal tem de lutar contra a ainda poderosa Espanha e obter, em condições difíceis, com perda de largas parcelas do seu império, a paz com a Inglaterra, a França e a Holanda.

Logo em 1641, após restaurada a independência, consegue-se armar uma esquadra capaz de defender os interesses do país no continente europeu e reconquistar aos holandeses Angola (1648) e o Brasil (1654)). Ainda neste século o navegador David Melgueiro viaja para a Europa pela passagem do Nordeste (1660).


Renovação da Marinha

É apenas com D. João V, melhorada a situação económica do Reino, que a renovação da Marinha se inicia, intensificando-se a construção naval nos estaleiros da Metrópole, do Brasil e da Índia. É também no século XVII que começa verdadeiramente a diferenciar-se o navio de guerra do de comércio e surgem as primeiras grandes companhias de navegação.

Em termos  militares, foi enviada em 1705 uma esquadra de 8 naus a  Gibraltar em auxílio dos ingleses e em 1717 uma esquadra de 14 navios, sob o comando do conde de Rio Grande, dá combate aos turcos que são  desbaratados na batalha do Cabo Matapão.

Pela reforma administrativa de 1763 é criada a Secretaria de Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar.

O último quartel do século XVIII marca um período de ressurgimento da Marinha de Guerra através da ação persistente de Martinho de Melo, que ocupou o lugar de Secretário de Estado dos Negócios de Marinha e Domínios Ultramarinos durante 25 anos.

Em 1779 é criada a Academia Real de Marinha para a formação dos oficiais da Armada Real e da Marinha Mercante, que se manteria em funcionamento até 1837; passando então a designar-se Escola Politécnica e que mais tarde veio a tornar-se na Faculdade de Ciências de Lisboa.

 

De 1788 a 1795 a Marinha sofreu importantes reformas quer a nível do pessoal quer do material quer ainda das infraestruturas.

Na área do pessoal, para além da regularização dos postos da Armada e da fixação dos vencimentos, até então arbitrários, foram criadas a Companhia dos Guardas-Marinhas, a Academia Real dos Guardas-Marinhas, a Brigada Real da Marinha e a Brigada Real de Artilharia da Marinha.

Na área das infraestruturas são de salientar a conclusão da Real Fábrica de Cordoaria, a construção do dique do Arsenal, e a reorganização de estaleiro da Ribeira das Naus, que passou a chamar-se Arsenal de Marinha. Procedeu-se ainda à reorganização do Arsenal de Goa e à criação do da Baía, onde viriam a ser construídos alguns navios da Armada.

Na área do material foram lançados ao mar no período atrás referido 18 navios, para além de 6 naus modernizadas no mesmo período. Deve-se notar que tendo sido lançados ao mar no Arsenal em 2 de dezembro de 1789, 3 navios, 22 meses mais tarde foram lançados outros 3 e, 14 meses mais 3.

A Armada Real apresentava, no início do século uma situação desafogada. Era constituída por 13 naus e 26 fragatas, navios essencialmente destinados ao combate - navios de linha - e dispunha ainda de outros navios menores com um total de 2.200 peças.

Havia ainda os navios da designada Marinha da Índia, constituída por 7 navios de linha além de outros menores, montando um total a 382 peças de artilharia e no Brasil haviam sido construídos mais navios.

Toda esta esquadra equivalia a cerca de 800 oficiais e 20.000 homens, permitindo manter em permanência uma força naval na boca do Mediterrâneo e mais duas ao longo da costa portuguesa para defesa do comércio marítimo nacional contra as atividades dos corsários.

Em 1793 e 1794 uma esquadra auxilia os ingleses na luta com a França e outra apoia uma expedição militar à Catalunha. Em 1797 uma força naval colabora no bloqueio a Cádis e no ano seguinte o Marquês de Niza  auxilia Nelson no bloqueio a Malta e no ataque a Tripoli, onde se  destacou a nau Afonso de Albuquerque que sozinha venceu 3 navios tripolitanos, cala as baterias de terra e obriga o Paxá à  paz com  Portugal.

Em 1798 é fundado o Real Observatório de Marinha que viria a ser substituído, em 1874 pelo Observatório Astronómico de Lisboa - instalado na Tapada da Ajuda - e que teve como diretores, até 1930, oficiais da Armada.

VII - Restauração da Independência e renovação da Marinha

Ao separar-se da coroa vizinha em 1640, Portugal tem de lutar contra a ainda poderosa Espanha e obter, em condições difíceis, com perda de largas parcelas do seu império, a paz com a Inglaterra, a França e a Holanda.

Logo em 1641, após restaurada a independência, consegue-se armar uma esquadra capaz de defender os interesses do país no continente europeu e reconquistar aos holandeses Angola (1648) e o Brasil (1654)). Ainda neste século o navegador David Melgueiro viaja para a Europa pela passagem do Nordeste (1660).


Renovação da Marinha

É apenas com D. João V, melhorada a situação económica do Reino, que a renovação da Marinha se inicia, intensificando-se a construção naval nos estaleiros da Metrópole, do Brasil e da Índia. É também no século XVII que começa verdadeiramente a diferenciar-se o navio de guerra do de comércio e surgem as primeiras grandes companhias de navegação.

Em termos  militares, foi enviada em 1705 uma esquadra de 8 naus a  Gibraltar em auxílio dos ingleses e em 1717 uma esquadra de 14 navios, sob o comando do conde de Rio Grande, dá combate aos turcos que são  desbaratados na batalha do Cabo Matapão.

Pela reforma administrativa de 1763 é criada a Secretaria de Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar.

O último quartel do século XVIII marca um período de ressurgimento da Marinha de Guerra através da ação persistente de Martinho de Melo, que ocupou o lugar de Secretário de Estado dos Negócios de Marinha e Domínios Ultramarinos durante 25 anos.

Em 1779 é criada a Academia Real de Marinha para a formação dos oficiais da Armada Real e da Marinha Mercante, que se manteria em funcionamento até 1837; passando então a designar-se Escola Politécnica e que mais tarde veio a tornar-se na Faculdade de Ciências de Lisboa.

 

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