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Características dos Submarinos 209 PN
Os submarinos tipo 209PN são submarinos oceânicos de elevada autonomia, baseados no modelo Alemão U 209. Apesar de evoluírem dos U209, estes submarinos são muito idênticos aos U214, tendo requisitos operacionais adaptados às necessidades do Estado Português.
As suas características mais marcantes são o incremento extraordinário das suas capacidades furtivas e da sua autonomia em imersão, sem necessidade de carregar baterias e desse modo colocar o mastro Snort fora de água, o que o torna vulnerável à detecção radar por meios aéreos de vigilância marítima. Snort é o termo técnico para a operação em que o submarino totalmente imerso mas perto da superfície - 12 a 18 mts abaixo da linha de água - põe um tubo fora de água – o mastro Snort - para alimentar a ar os motores diesel de combustão interna que recarregam as baterias do submarino para um novo período de imersão profunda.
A reduzida assinatura acústica, electromagnética e térmica transforma-o num dos submarinos convencionais mais furtivos do mundo, impossíveis de detectar sem recurso a elevados meios de superfície, munidos de sensores sofisticados de última geração, com operadores muito treinados, em condições ambientais favoráveis e com muita sorte à mistura. A conjugação de todos estes factores numa determinada área Oceânica num determinado momento, tendo em conta a disponibilidade de meios de superfície existentes, a enorme sofisticação de sensores e armamentos necessários e o elevado tamanho das áreas de patrulha que têm de ser cobertas conferem ao submarino uma enorme vantagem táctica, permitindo-lhe uma iniciativa que o torna de facto o Senhor dos Mares, com a capacidade real de desbaratar e destruir forças de superfície muito mais numerosas e poderosas.

O elevado nível de automatismo do navio traduz-se numa guarnição de apenas 33 tripulantes, o que reduz consideravelmente os custos de operação deste, mantendo no entanto uma alargada autonomia de 60 dias.
Todo este elevado automatismo possui dois centros nevrálgicos de gestão e controlo da informação, um virado para a segurança e condução da plataforma, denominado EMCS (produzido pela Siemens) e outro virado para o combate - ISUS 90-50 (produzido pela Atlas Elektronik GmbH).
Destaca-se ainda a introdução de melhores padrões de habitabilidade, com maior privacidade nos alojamentos, o que permitirá a futura inclusão de elementos femininos na guarnição.
Trata-se igualmente de uma plataforma que cumpre com todos os requisitos ao nível de protecção ambiental, estando equipado com dispositivos de prevenção de poluição por hidrocarbonetos, assim como prima pelo grande número de sistemas de sobrevivência, escape e salvamento:
• Sistema de salvamento de emergência EADS Space Transportation RESUS dimensionados para 43 pessoas (33 guarnição + 11 operações especiais);
• 2 Jangadas salva-vidas accionáveis até à profundidade de colapso;
• Sistema de ar respirável de emergência (BIBS) com tomadas dispersas por todo o navio;
• Uma plataforma de salvamento em cada compartimento estanque;
• Dotações de emergência para 7 dias;
• Dois compartimentos estanques até à profundidade de colapso;
• Fatos de escape para cada elemento da guarnição até 180 metros.
Tal como as fragatas da classe "Vasco da Gama", têm a vantagem de serem de construção modular, o que permitirá uma mais fácil modernização com menores custos traduzindo-se num indiscutível salto tecnológico e de manutenção na arma submarina.

O NRP “Tridente a navegar em provas de mar - 2010
CARACTERISTICAS PRINCIPAIS:
• Deslocamento: 2,020 toneladas (em imersão);
• Dimensões: 67,9 x 6,3 x 6,6 metros;
• Velocidade máxima superior a 20 nós (41 km) submerso;
• Velocidade máxima superior a 10 nós (18 km) à superfície;
• Velocidade máxima superior a 6 nós (10 km/h) sistema AIP;
• Profundidade máxima de operação superior a 300 metros;
• Profundidade de colapso superior a 700 metros;
• Autonomia: 12.000 milhas a 8 nós/60 dias;
• Guarnição: 7 Oficiais; 10 Sargentos; 16 Praças (total: 33);
• Capacidade adicional: 14 (militares das Operações Especiais).
EQUIPAMENTOS:
Sistemas de Navegação:
• GPS militar;
• Sistema inercial;
• Radar;
• Radiognometria.
Sistemas de Comando e Controlo:
• Da plataforma que permite a gestão integrada e automática do navio e propulsão;
• Do Sistema de Combate Integrado que permite a gestão dos sensores a fusão de dados destes num panorama táctico único e a atribuição e controlo de armas de forma integrada.
Sensores acústicos:
• Sonar cilíndrico passivo à proa;
• Sonar linear de flanco passivo;
• Interceptor de transmissões sonar;
• Telémetro acústico passivo;
• Sonar Activo;
• Sonar anti-minas;
• Conjunto de sensores passivos para controlo de ruído próprio.
Sensores Electromagnéticos:
• Detector/interceptor de comunicações;
• Detector/interceptor de emissões radar;
• Detectores de emissões laser;
• Radar de baixa probabilidade de intercepção.
Sensores Ópticos – electrónicos:
• Periscópio óptico de ataque com capacidade de visão nocturna, registo fotográfico e vídeo e sensores de guerra electrónica;
• Periscópio opto-electrónico de busca, de elevada resolução, com capacidade de visão nocturna, registo vídeo e fotográfico e sensores de guerra electrónica.
Sistemas de Comunicações:
• Recepção nas bandas de VLF, LF, HF, VHF, UHF, SHF, EHF;
• Emissores nas bandas anteriores com excepção do VLF e LF;
• Antenas de vara;
• Antenas Satélite;
• Antenas de quadro;
• Antenas rebocadas para receber em imersão profunda.
Sistemas de Armas:
• Mísseis de longo alcance mar-mar e mar-terra;
• Torpedos filo-guidos de longo alcance;
• Minas;
• Armamento ligeiro para protecção própria quando a navegar à superfície.
Sistemas de defesa:
• Lançadores de engodos sonar para criar falsos ecos aos sonares activos opositores:
• Lançadores de jammers e simuladores do ruído do submarino como forma de defesa próxima contra torpedos disparados por possíveis opositores;
• Níveis de ruído e controlo deste para níveis impossíveis de detectar por meios passivos por parte de opositores;
• Revestimentos passivos redutores de eco contra sonares activos de busca operados por eventuais opositores;
• Protecção anti-radiação nos mastros para evitarem a detecção por radares opositores;
• Detectores de emissões electromagnéticas hostis;
• Detectores de emissões sonares hostis;
• Sistema de desmagnetização automático para evitar actuar minas por efeito magético em zonas pouco profundas.
Plataforma e propulsão:
• Este submarino desloca cerca de 2000 toneladas em imersão e está optimizado para operar tanto em espaços oceânicas profundos como em zonas litorais com fundos muito baixos, fruto da sua enorme manobrabilidade e capacidade de controlo de cota a baixas velocidades;
• As assinaturas acústicas, térmicas, radar e magnéticas foram reduzidas ao mínimo tornando-o virtualmente indetectável pelos meios de detecção mais sofisticados actuais;
• A propulsão é eléctrica alimentada por dois conjuntos de baterias de elevada autonomia que por sua vez podem ser recarregadas por dois processos:
o Via gerador eléctrico movido por motores diesel, o que obriga o submarino a ir para uma cota aproximadamente de 18 metros, mantendo-se totalmente imerso mas tendo que içar o mastro Snort para admissão de ar fresco para alimentar a combustão interna dos motores diesel. Nesta situação ficará mais vulnerável à detecção por meios acústicos passivos, ou por radares operados por meios aéreos que poderão detectar a ponta do mastro snort fora de água. No entanto esse mastro foi revestido com material absorvedor de radiações radar, o que diminui imenso a probabilidade de detecção por um opositor;

Mastros do Submarino a Snorkel
o Via um sistema de Fuell Cell que basicamente é um dispositivo que une oxigénio e hidrogénio através de uma membrana porosa e que em resultado produz electricidade que carrega a bateria e água que é usada a bordo. Este sistema pode ser operado em imersão profunda e permite manter por largos períodos (+17 dias) o submarino totalmente imerso sem necessidade de recorrer ao sistema de Snort para recarregar a sua bateria.
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