História
Portugal iniciou a Capacidade Submarina em 15 de Abril de 1913, com a aquisição do Espadarte aos Estaleiros Italianos de La Spezia.
A nova Esquadrilha de Submarinos é a 5ª Esquadrilha, mantendo Portugal esta capacidade sem descontinuidades há mais de 97 anos.
As esquadrilhas foram:
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1ª Esquadrilha – Constituída por 4 submersíveis de construção italiana no estaleiro de La Spézia, baptizados com os nomes “Espadarte”, “Hidra”, “Foca” e “Golfinho”. Permaneceram ao serviço entre 1913 e 1935.
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2ª Esquadrilha – Constituída por 3 submersíveis de construção inglesa, baptizados com os nomes “Delfim”, ”Espadarte” e “Golfinho”. Permaneceram ao serviço entre 1934 e 1950. |
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3ª Esquadrilha – Constituída por 3 submersíveis de construção inglesa, baptizados com os nomes “Neptuno”, “Narval” e “Nautilo”. Permaneceram ao serviço entre 1947 e 1969
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4ª Esquadrilha – constituída por 4 submarinos de construção francesa, no estaleiro de Nantes, baptizados com os nomes “Albacora”, “Barracuda”, “Cachalote” e “Delfim”. Estão ao serviço desde 1967, tendo o “Cachalote” sido cedido ao Paquistão em 1975, o “Albacora” foi desactivado em 2000 e o “Delfim” em 2005. Actualmente mantém-se activo o NRP “Barracuda”. |
As primeiras e segundas Esquadrilhas realizaram operações e patrulhas de guerra no contexto da I e da II Grande Guerra, na protecção das linhas de abastecimento marítimo interterritorial, na defesa da Madeira e dos Açores e na protecção do Porto de Lisboa. Nesse sentido foram uma forte componente de dissuasão na I Grande Guerra e um elemento essencial na protecção da nossa neutralidade na II Guerra Mundial.
A terceira Esquadrilha garantiu, no pós-guerra, a afirmação do nosso estatuto marítimo e reforçou a unidade do espaço inter-territorial, num momento crucial de reorganização do tecido internacional. A 3ª Esquadrilha contribuiu ainda para a valorização do papel internacional do país, na adesão à NATO como país fundador desta organização.
A quarta e última Esquadrilha serviu numa primeira fase para garantir por dissuasão, que a guerra nas ex-colónias não transbordasse para o palco marítimo, por via de intervenções navais dos países Africanos, mesmo que insípidas, contra as linhas de reabastecimento Portuguesas por via marítima às ex-colónias, mantendo por isso a supremacia militar neste campo face aos opositores declarados da época. Com o fim da Guerra de África foram envolvidos de forma activa no seguimento de navios e submarinos da Ex- União Soviética, nas operações da NATO contra essa Coligação, quer no nosso espaço marítimo interterritorial, quer no Mediterrâneo e entrada do Estreito de Gibraltar, quer no Mar do Norte. Posteriormente, já após a queda do muro de Berlim, foram usados contra a ex-Jugoslávia, no embargo militar da NATO a esse país. Mais recentemente realizaram importantes missões de combate à proliferação de actividades ilícitas transnacionais ligadas ao tráfego de droga, terrorismo e imigração ilegal na Costa Sudoeste de Portugal.
O processo de renovação da quarta Esquadrilha de Submarinos iniciou-se em 1995, no Governo do então Primeiro-ministro Eng. António Guterres. A necessidade de manter a capacidade submarina, enquanto factor crucial para a defesa Nacional, integrada na grande estratégia política-militar e diplomática do país, foi confirmada pelos últimos sete governos constitucionais e pelos deputados da Assembleia da República, com uma larga maioria representativa quer fossem estes do PS, PSD e CDS.
A capacidade Submarina, uma vez perdida, demoraria quinze anos a reerguer, e a grande estratégia de um país, tão dependente do mar como o nosso, não se poderá construir ao sabor de situações conjunturais e com solavancos desta dimensão.
Depois de um longo processo de onze anos, em 21 de Abril de 2004 o contrato para a construção dos novos submarinos foi finalmente aprovado pelo então Ministro da Defesa Nacional, Dr Paulo Portas.
A construção dos Submarinos pelo consórcio vencedor do concurso (German Submarine Consortium) iniciou-se em 2005.
Neste momento, já com os submarinos construídos e em provas de mar, a Marinha espera vir a operar estas unidades a partir do 2º trimestre de 2010 – o NRP “Tridente” e 1º trimestre de 2011- o NRP “Arpão”.
O início do processo de formação das guarnições, instrutores e pessoal da manutenção iniciou-se em Janeiro de 2007, dividida em três fases; primeira, a formação em equipamentos encarados de forma isolada; segunda, a dos sistemas encarando o conjunto dos equipamentos para determinadas funções; terceira e última, a formação a cais e no mar que se prolongará até ao final de 2010 e que servirá para integrar o submarino e a respectiva guarnição num todo operacional. A maioria dos cursos de formação realizaram-se na Alemanha, existindo cursos ministrados em: Itália, Estados Unidos da América, África do Sul e Grécia, países fornecedor de diferentes equipamentos e sistemas que integram o submarino.
A fase final do treino que compõe a formação a cais teve lugar em Kiel nos estaleiros da HDW e a formação no mar decorre em águas Norueguesas, sob supervisão de instrutores de formação da HDW.
Neste momento, a guarnição do NRP Tridente encontra-se pronta a operar o Submarino, estando prevista a sua entrega ao Estado Português para o 2º trimestre de 2010. Já a guarnição do NRP Arpão iniciará a fase final do treino em Agosto num processo idêntico ao do NRP “Tridente”, terminando em Novembro o seu treino. Está prevista a entrega do NRP Arpão ao Estado Português para o 1º trimestre de 2011.