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NRP Schultz Xavier 

O navio balizador "Schultz Xavier" foi construído nos estaleiros do Arsenal do Alfeite e aumentado ao efectivo de unidades navais em Julho de 1972, tendo-lhe sido atribuído o número de amura A521 e o indicativo de chamada BALIVIER.
Para o desempenho da tarefa de apoio à balizagem e aos faróis dos portos do continente e das regiões autónomas dos Açores e da Madeira, o navio dispõe desde a sua concepção inicial de uma embarcação de apoio, de uma grua de 12 toneladas de capacidade de elevação e de porões para transporte de garrafas de acetileno e de material diverso.
A sua configuração de navio balizador permite-lhe ainda apoiar operações de salvamento marítimo, designadamente, o reboque, o desencalhe de navios de porte médio, a recuperação de objectos afundados, bem como apoior exercícios navais.
Em 1997, com a instalação de uma câmara hiperbárica,  o navio aumentou a sua capacidade de apoio a operações com mergulhadores, motivando a redefinição do seu conceito de emprego e a aprovação de novas tarefas tipo por S.Ex.a o Almirante CEMA, em 29 de Janeiro de 1999.

                                                               
Características
Deslocamento 900t
Comprimento 56 mts
Boca 10 mts
Calado 3.8 mts
Velocidade Máxima 14.5 nós
Autonomia 3000mi(12.5nós)
Propulsão
2 Motores Diesel 2400 hp
Guarnição
Oficiais 3
Sargentos 9
Praças 27
Total 39
 
                                                               


Símbolo Heráldico

 

Flâmula de negra bandada de quatro peças, carregada a primeira com um sol de ouro raiado e figurado. Listel de vermelho sobreposto à linha de partição das bandas, com a legenda em letras negras maiúsculas, de tipo elzevir "NRP SCHULTZ XAVIER".

Patrono

 
O CONTRA-ALMIRANTE Júlio Zeferino Schultz Xavier, nasceu em Alhandra em 4 de Outubro de 1840 e assentou praça na Armada em 18 de Outubro de 1869, como aspirante extraordinário, tendo passado ao quadro em 2 de Agosto de 1870. Foi promovido a guarda-marinha em 2 de Outubro de 1872 e a segundo tenente a 20 de Novembro de 1875.
Embarcou nos seguintes navios: corvetas "D. João I", "Estefânia", "Sagres", "Duque de Terceira", "Sá da Bandeira" e "Rainha de Portugal"; navio hidrográfico "Lidador"; fragata "D. Fernando"; transportes "África e Índia"; navio depósito "Índia" e cruzador "Almirante Reis".
Comandou a corveta "Rainha de Portugal", a canhoneira "D. Luís", o cruzador "Almirante Reis" e a Divisão Naval do Índico, tendo efectuado o seu último embarque a comandar a Divisão de Instrução e Manobra em 1913.
Desempenhou os seguintes cargos: Chefe da 6ª Repartição do Conselho do Almirantado, subchefe do Estado Maior General da Armada, Presidente da Comissão de Compras, Chefe da 8ª Repartição da Direcção Geral da Marinha, Director de Faróis, Director Geral da Marinha e vogal do Supremo Tribunal Militar.
Contudo, tornou-se conhecido e justamente respeitado, devido aos seus trabalhos de grande envergadura como engenheiro hidrógrafo, especialmente a elaboração do Plano de Farolagem e Balizagem da Costa de Portugal. Devido à sua competência e actividade, a Costa Portuguesa deixou de ser designada por "Costa Negra".
Elaborou também o Plano de Farolagem da Costa de Moçambique. Foi promovido a contra-almirante em 1911.
Ainda em sua vida, o Governo, como homenagem ao seu valor e prestígio, deu o nome de "Almirante Schultz" ao navio balizador da Marinha de Guerra, homenagem essa que se manteve com a atribuição do nome de "Schultz Xavier" ao actual navio balizador.
Foi condecorado com as medalhas de Prata e Ouro de Comportamento Exemplar e Medalha de Prata de Filantropia e Caridade. Era Cavaleiro, Oficial, Comendador e Grã-Oficial, por serviços distintos da Ordem de Avís.
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