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NRP Afonso Cerqueira 

A Corveta «AFONSO CERQUEIRA» foi construida nos estaleiros  navais  de  Cartagena,  sob  planos  portugueses deacordo com o projecto de modificação das corvetas da classe «JOÃO COUTINHO», tendo entrado ao serviço da Armada em 28 de Junho de 1975.

Esta classe de navios no passado foi dotada de requisitos de natureza anti-submarina, por forma a garantir a protecção a comboios contra ataques submarinos, mas hoje apenas dispõe de capacidade para fazer face às ameaças aéreas e de superfície.

Baseado em Lisboa, o N.R.P.«Afonso Cerqueira» tem vindo a participar em vários exercícios de âmbito nacional e internacional com outras unidades navais, bem como desempenhado diversas missões ao largo da Costa do Continente e nas áreas oceânicas dos Açores e Madeira, nomeadamente no âmbito da busca e salvamento, vigilância e fiscalização das águas territoriais e da Zona Económica Exclusiva.


                                                               
Características
Deslocamento 1380t
Comprimento 85m
Boca máxima 10,3m
Calado 3,3m
Pontal 6,20m
Altura do mastro 22m
Velocidade Máximo 22nós
Propulsão
2 Motores OEW Pielstick 12 Pc2.2 V 400 Diesel 12.000hp
Armamento e sensores
1 peça de 100mm Creusot-Loire
2 peças Bofors de 40mm/70
1 radar de navegação KH5000 Nucleus
1 radar de navegação Racal Decca RM 316P
Guarnição
Oficiais 7
Sargentos 14
Praças 51
 
                                                               


Símbolo Heráldico

 

Escudo negro com um lobo rompante de prata, animado, lampassado e armado de vermelho; coronel naval de ouro, forrado de vermelho; sotoposto, listel de prata enrolado com a legenda em letras negras tipo elzevir  N. R. P. «AFONSO CERQUEIRA»

Patrono

 

Contra-Almirante Afonso Júlio de Cerqueira
Nasceu em Viseu, no dia 1 de Fevereiro de 1872. Assentou praça como aspirante de Marinha, em 5 de Novembro de 1888, tendo sido promovido a guarda marinha em 28 de Maio de 1892, ascendendo ao posto de Contra-Almirante em 13 de Maio de 1934, quando já se encontrava na situação de reserva.

Aos 19 anos de idade concluiu o curso da Escola Naval e logo começou a distinguir-se nas especialidades  a que, sucessivamente, se entregou: meteorologia, artilharia, electricidade, radiotelegrafia e aeronáutica (como observador). Como oficial da Armada, além de Director da Aeronáutica Militar, exerceu variadíssimos cargos, tanto na metrópole como nas antigas provincias ultramarinas, quer fazendo parte das guarnições dos navios de guerra, quer em terra em operações de campanha.

Popularizou-se com o nome de Comandante Cerqueira, tendo ficado célebre a sua acção na campanha do Sul de Angola, aquando da I Guerra Mundial em 1915, comandando o Batalhão de Marinha, cujos os feitos pertencem à história.

Antes, havia-se distinguido na consolidação da República, quando se bateu pela sua legalidade, primeiro em 1911, comandando as forças de Marinha contra a primeira incursão monarquica, depois em 1917 contra o movimento revolucionário chefiado por Sidónio Pais, em 1919 contra os monárquicos instalados na serra do Monsanto e contra a Monarquia restaurada no Norte. A sua bravura indómita era acompanhada de extrema humanidade como demonstrou nos momentos trágicos que viveram os monárquicos, vencidos em Monsanto.
Distinguiu-se ainda pelo seu notável sentido de justiça e por uma permanente e contagiante simpatia que o tornavam querido não só na Armada como entre todos os que o conheciam.

Possuia entre outras condecorações, a ordem da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito, a Ordem Militar de Aviz e a Cruz de Guerra de 1ª Classe.

Faleceu em Lisboa no ano de 1957.

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