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NRP Bartolomeu Dias 

O N.R.P. "Bartolomeu Dias" (ex- RNLM Van Nes) foi construído pelo estaleiro DE Schelde Group, em Flushing (Holanda), no ano de 1994, sendo transferido para a Marinha Portuguesa em 16 de Janeiro de 2009.


                                                               
Características
Deslocamento 3320t
Comprimento 122m
Boca máxima 14,4m
Calado 6,2m
Propulsão
 
Velocidade Máxima 29 nós
Autonomia 5000 milhas a 18 nós
Guarnição
Oficiais 19
Sargentos 41
Praças 104
 
                                                               


Símbolo Heráldico

 

O escudo negro simboliza o continente africano. A bordadura de prata aguada de azul carregada com oito cruzes de Cristo representa o mar que circunda o continente africano e as cruzes que ostentavam as velas das caravelas no período dos Descobrimentos. Os três padrões testemunham a presença do navegador no continente africano e os três marcos que nele assentou: o Padrão de S. Gregório, o Padrão de S. Filipe e o Padrão de S. Tiago.

Patrono

 

Bartolomeu Dias é um dos navegadores ligados aos momentos mais significativos da História dos Descobrimentos Portugueses. Contudo, são escassos e incertos os seus dados biográficos. O facto de ter sido escolhido pelo Rei para missões de grande importância confirma que era um homem da sua confiança (seu escudeiro e recebedor no armazém da Guiné, entre 1494 e 1497) e marinheiro com vasta experiência, sabedoria e competência. Sabe-se, com segurança, que esteve ligado ao projecto de consolidação do domínio Português na região aurífera da Mina, para aí navegando, em 1482, com Diogo de Azambuja, e em 1497, após ter chegado às águas de Cabo Verde integrado na armada de Vasco da Gama. Documentos, que com muita probabilidade se lhe podem referir, confirmam a sua intensa actividade nos mares do Norte de África, no Mediterrâneo, ao longo da Costa do Reino, no Golfo da Guiné, no Atlântico Sul, em missões de vigilância, de corso e de exploração. Mas o que imortalizou o seu nome foi, após o malogro das tentativas de Diogo Cão, a dobragem do Cabo Tormentoso, depois designado da Boa Esperança por D. João II, porque, ao tornar evidente a ligação do Atlântico com o Índico, abria as portas do caminho marítimo para a fabulosa Índia das especiarias. A determinação de cumprir esta Missão, vencendo medos, ventos e tempestades, teve consequências profundas na História da Humanidade. O eixo da economia passava do Mediterrâneo para o Atlântico. A geografia ptolemaica com a sua visão incorrecta do globo ficava definitivamente ultrapassada. O Mundo físico e humano surgia progressivamente mais claro e uno. Finalmente, Bartolomeu Dias participou na armada de Pedro Alvares Cabral que se dirigia à Índia para aí consolidar o domínio Português. Infelizmente não chegou ao seu destino. Depois da descoberta/reconhecimento do Brasil, encontrou a morte em águas do Atlântico Sul, surpreendido por violenta tempestade. O Mar a que dedicou toda a vida, foi também o seu túmulo.

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