D. Francisco de Almeida distinguiu-se ao serviço do Estado Português, em acções de liderança, quer na guerra terrestre, quer na guerra naval; ora como cavaleiro e comandante, de esquadras, ora como governandor administrador das possessões portuguesas no Oriente.
Comendador da Ordem de Santiago, membro da Casa Real e do Conselho do rei, D. Francisco de Almeida é, naturalmente, indigitado por D. Manuel, 1º Vice-Rei da Índia. O Rei confiava-lhe uma armada de vinte e dois navios, que partiria de Lisboa na Primavera de 1505. Por outro lado,o fidalgo de Abrantes recebia ordens expressas, vertidas para um «Regimento» para ampliar e consolidar a soberania portuguesa no Índico e reforçar o dispositivo militar-naval, para protecção da diplomacia e do comércio português. Nesse sentido, D. Francisco de Almeida iria nos anos seguintes erguer pontos de apoio à navegação e ao comércio lusitano na costa oriental africana; estabelecer os primeiros contactos com a ilha de Ceilão; atacar a região costeira da Arábia; penetrar no Golfo Pérsico e, finalmente, enviar os primeiros navios europeus ao oriente asiático, que avistarão a importante praça comercial de malaca.
Assim, no que poderiamos denominar de batalha decisiva, uma esquadra comandada pelo próprio Vice-Rei derrota frente a Diu, a 2 de Fevereiro de 1509, uma armada inimiga, constituida por uma coligação de alguns potentados locais e por turcos memalucos do Egipto - os Rumes, estabelecendo definitivamente o poder naval português nas águas do Índico por mais de um século.
D. Francisco de Almeida faleceu a 1 de Março de 1510, numa refrega próximo do Cabo da Boa Esperança com povos locais. Terminava assim, os seus dias, o 1º Vice-Rei da Índia, comandante naval, militar e governante que estabeleceu as bases do dominio português nos mares do Oriente.