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NRP Francisco de almeida 

Com a capacidade de operar em qualquer parte do mundo, o navio, originalmente concebido para missões anti-submarinas, dispõe de uma boa capacidade de sobrevivência, traduzida na sua reduzida assinatura radar e no avançado sistema de defesa aéreo integrado. O navio está também preparado e treinado para levar a cabo um vasto conjunto de missões não combatentes, tais como embargo, usando equipas de abordagem (inseridas pelas embarcações do navio ou por helicóptero), anti-pirataria e combate ao narcotráfico, assistência humanitária, vigiçlância costeira e salvaguarda da vida humana no mar (SAR).

Relativamente a sensores, o navio possui um radar de longo alcance, um radar 3D de médio alcance, dois radares de controlo de tiro, dois radares de navegação, um sonar activo de médio alcance e um sonar passivo de baixa frequência rebocável. O navio está ainda equipado com um sistema de guerra electrónica que permite a detecção e identificação de emissões electromagnéticas e o emprego de medidas de protecção activa contr essas emissões.

O seu armamento primário consiste em dois lançadores para misseis de longo alcance (Harpoon) para ataques a navios, uma peça de artilharia de 76mm (Oto Melara) para o combate próximo a navios e aeronaves e para tiro contra-costa, missies de curto alcance (NATO Sea Sparrow) para defesa antí-aérea próxima; um sistema automático com elevado ritmo de fogo para defesa próxima anti-missil; dois reparos duplus de tubos lança torpedos para ataque a submarino; e duas peças de pequeno calibre para dissuasão a navios e embarcações.

Como meio orgânico, o navio opera o helicóptero Super Lynx MK95, vocacionado para a luta anti-submarina, equipado com um sonar de profundidade variável e com torpedos MK46. O helicóptero pode ainda ser empregue em missões de busca e salvamento (SAR), transporte de passageiros e carga, inserção rápidade equipas de operações especiais em outros navios para acções de abordagem e vistoria no mar, evacuação de feridos e compilação do panorama de superficie para ataque com misseis de longo alcance.    


                                                               
   
 Dimensões  
Comprimento:  122,5 m
Boca Máxima  14.4 m
 Deslocamento  3.320 Ton.
Calado  6.2 m
   
 Propulsão e Energia  CODOG (Combined Diesel of Gas
2 Motores  Diesel Stark Warts 2x3.6 MW
2 Turbinas Rolls Royce Spey 5M1A 2x14MW 
2 Veios com Hélices de Passo Variável
4 Geradores Diesel Stork Warts  4x660kw
Sistema de propulsão: 2 Veios com hélices de passo variável
Velocidade Máxima: Motores a Diesel - 20 Nós
Turbinas a gás - 29 Nós
 
Autonomia: 5.000 milhas
Guarnição:
Oficiais: 20
Sargentos: 40
Praças: 98
Destacamentos Helicópteros 13
Equipa de Abordagem: 5
Total: 176
 
                                                               


Símbolo Heráldico

 

O brasão de Armas do navio tem como base o brasão de armas que os armorais registaram para a familia Almeida. De vermelho, com uma dobre-cruz acompanhada de seis besantes tudo de ouro; e bordadura do mesmo.

Coronel naval de ouro, forrado de vermelho.

Sotoposto listel de prata ondulado com a legenda de letras negras maiúsculas, tipo elzevir; "NRP D. FRANCISCO DE ALMEIDA".


Patrono

 

D. Francisco de Almeida distinguiu-se ao serviço do Estado Português, em acções de liderança, quer na guerra terrestre, quer na guerra naval; ora como cavaleiro e comandante, de esquadras, ora como governandor administrador das possessões portuguesas no Oriente.

Comendador da Ordem de Santiago, membro da Casa Real e do Conselho do rei, D. Francisco de Almeida é, naturalmente, indigitado por     D. Manuel, 1º Vice-Rei da Índia. O Rei confiava-lhe uma armada de vinte e dois navios, que partiria de Lisboa na Primavera de 1505. Por outro lado,o fidalgo de Abrantes recebia ordens expressas, vertidas para um «Regimento» para ampliar e consolidar a soberania portuguesa no Índico e reforçar o dispositivo militar-naval, para protecção da diplomacia e do comércio português. Nesse sentido, D. Francisco de Almeida iria nos anos seguintes erguer pontos de apoio à navegação e ao comércio lusitano na costa oriental africana; estabelecer os primeiros contactos com a ilha de Ceilão; atacar a região costeira da Arábia; penetrar no Golfo Pérsico e, finalmente, enviar os primeiros navios europeus ao oriente asiático, que avistarão a importante praça comercial de malaca.

Assim, no que poderiamos denominar de batalha decisiva, uma esquadra comandada pelo próprio Vice-Rei derrota frente a Diu, a 2 de Fevereiro de 1509, uma armada inimiga, constituida por uma coligação de alguns potentados locais e por turcos memalucos do Egipto - os Rumes, estabelecendo definitivamente o poder naval português nas águas do Índico por mais de um século.

D. Francisco de Almeida faleceu a 1 de Março de 1510, numa refrega próximo do Cabo da Boa Esperança com povos locais. Terminava assim, os seus dias, o 1º Vice-Rei da Índia, comandante naval, militar e governante que estabeleceu as bases do dominio português nos mares do Oriente.

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