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NRP António Enes 

A corveta "ANTÓNIO ENES", faz parte de uma série de seis navios que constituem a classe "JOÃO COUTINHO". Foi construída sob desenho português da autoria do engenheiro construtor naval Rogério Silva Duarte Geral d´Oliveira, nos estaleiros Bazan em Cartagena, Espanha, tendo entrado ao serviço da Armada Portuguesa no dia 18 de Junho de 1971.

Até 1975 efectuou diversas missões em África nas ex-possessões Portuguesas de Moçambique, Angola, Guiné e Cabo verde, e a partir de 1975 tem vindo a ser atribuída alternadamente aos Comandos das zonas do Continente e Açores para o desempenho de certas missões, nomeadamente, de vigilância, busca e salvamento e fiscalização das águas territoriais e ZEE, além de participar em exercícios Nacionais e viagens de instrução dos cadetes da Escola Naval.


                                                               
Características
Deslocamento 1380t
Comprimento 85m
Boca máxima 10,3m
Calado 3,3m
Velocidade Máximo 22nós
Autonomia 5900 milhas(18nós)
Propulsão
2 Motores OEW Pielstick 12 Pc2.2 V 400 Diesel 12.000hp
Armamento e sensores
1 reparo duplo de 76mm US Mk33
1 reparo duplo Bofors de 40mm/60
1 radar de navegação KH1007
1 radar de navegação RM 1226C
Guarnição
Oficiais 7
Sargentos 14
Praças 51
 
                                                               


Símbolo Heráldico

 

De prata com uma águia de asas estendidas de púrpura animada a ouro, bicada, lampassada e armada de vermelho, segurando nas garras o brasão de armas da cidade de António Enes. Encimando o escudo o coronel naval de ouro forrado a vermelho. Sotoposto um listel com legenda N.R.P. ANTÓNIO ENES.

Patrono

 

António Enes, nasceu em Lisboa, a 15 de Agosto de 1848.

Destacou-se socialmente como um ilustre político, escritor e conhecedor dos assuntos coloniais.
Fez os seus primeiros estudos no colégio dos padres Lazaristas, matriculando-se posteriormente no liceu, donde passou ao Curso Superior de Letras, que completou de forma brilhante.

A sua arte como escritor começou a revelar-se ao entrar para a redacção da "Gazeta do Povo". Tomou depois, a direcção do "O País", onde demonstrou excepcionais dotes de jornalista e polimista. Com o pacto de Granja, deu-se a fusão dos Partidos Reformista e Histórico, passando "O País" a denominar-se "Progresso", no qual António Enes ficou como redactor principal. Fundou também "O Dia" de que foi director político e redactor principal.

Em 1880 foi eleito deputado, mas as câmaras foram dissolvidas. Tornou então ao Parlamento na Legislatura de 1884-87, tendo sido reeleito em 1887-89 e 1890-91.

Em 1886 foi nomeado bibliotecário-mor da Biblioteca Nacional de Lisboa.

Em 1890 após o Ultimato Inglês, António Enes foi encarregado da pasta da Marinha e do Ultramar, no governo presidido pelo General Crisóstomo de Abreu e Sousa. A gerência desta pasta era de extrema responsabilidade, estando directamente ligada à integridade das colónias Portuguesas. Eram inúmeros os problemas a resolver que, António Enes de forma laboriosa, consegui vencer. Organizou a expedição Militar a Moçambique, providenciando ainda com maior energia, sobre os acontecimentos de S. Tomé, Guiné e Bié.

Em 1891 foi nomeado Comissário Régio em Moçambique, onde deu provas de grande saber e competência, deixando o seu nome ligado a notáveis obras e feitos daquela província.

Foi organizador da Expedição de Mouzinho de Albuquerque e posteriormente, em 1896, nomeado ministro de Portugal no Brasil.

Presidiu ainda ao comité que dirigiu os trabalhos do 5º Congresso de Imprensa reunido em Lisboa em 1898.
Faleceu em Queluz a 6 de Agosto de 1901.

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