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NRP Jacinto Cândido 

A corveta NRP "Jacinto Cândido" (F476), é o segundo da série de seis navios da classe "João Coutinho" e foi construída nos estaleiros da BLOM & VOSS AG, em Hamburgo, na Alemanha, sob planos de concepção inteiramente nacionais, entrou ao serviço da Armada Portuguesa no dia 16 de Junho de 1970.

De 1971 a 1975 participou em diversas missões nas antigas províncias ultramarinas portuguesas de Moçambique, Guiné e Cabo Verde.

A partir de 1975 tem operado nas águas de interesse nacional, nomeadamente no desempenho de missões de busca e salvamento, vigilância e fiscalização das águas territoriais e da Zona Económica Exclusiva.

Foi autorizada em 13 de Maio de 1981 a usar a medalha de ouro de serviços distintos, pela acção desempenhada no apoio das populações dos Açores por ocasião do sismo de 01 de Janeiro de 1980.


                                                               
Características
Deslocamento 1380t
Comprimento 85m
Boca máxima 10,3m
Calado 3,3m
Velocidade Máximo 22nós
Autonomia 5900 milhas(18nós)
Propulsão
2 Motores OEW Pielstick 12 Pc2.2 V 400 Diesel 12.000hp
Armamento e sensores
1 reparo duplo de 76mm US Mk33
1 reparo duplo Bofors de 40mm/60
1 radar de navegação KH1007
1 radar de navegação RM 1226C
Guarnição
Oficiais 7
Sargentos 14
Praças 51
 
                                                               


Símbolo Heráldico

 

De negro com uma águia de prata de asas estendidas, bordadura de arminhos. Coronel naval de ouro forrado de vermelho. Sotoposto listel enrolado, de prata com a legenda em letras negras de tipo elzevir NRP "JACINTO CÂNDIDO".

Patrono

 

Conselheiro Jacinto Cândido da Silva.

Nasceu em Angra do Heroísmo, Açores, em 30 de Novembro de 1857.

Fez os seus estudos superiores em Coimbra, onde foi um aluno distinto, tendo-se formado em Direito.

Depois de ter praticado advocacia em Lisboa, regressou a Angra para ocupar um lugar de professor no liceu local.
Eleito, em 1886, deputado pelos Açores, vem para Lisboa a fim de tomar parte nos trabalhos parlamentares, tendo deste modo ingressado na vida política, onde se haveria de revelar como grande orador. Fundou o Partido Nacionalista, de que foi chefe, e foi conselheiro de Estado.

Na sequência da sua vida política foi nomeado ministro da Marinha e do Ultramar em 26-11-1895, pasta que orientou até 07-02-1897.

Como ministro da Marinha, tornou-se célebre mercê do seu plano para a renovação da Armada, principalmente ao fazer publicar verbas para a construção (quase simultânea) de quatro cruzadores - o "D. Carlos", em estaleiros ingleses; o "S. Gabriel" e o "S. Rafael"; em estaleiros franceses, e o "D. Amélia" no nosso Arsenal da Marinha. A construção deste último navio constituiu uma vitória para a indústria naval portuguesa do tempo.
Deste modo se formou a nossa 1ª (e única!) força de cruzadores, que além daqueles quatro navios reuniu ainda o remoçado e reconstruído "Vasco da Gama" e também o "Adamastor", este adquirido com o resultado da subscrição pública nacional, após o ultimato inglês de 1891.

Outros problemas da Armada, como a instrução do pessoal e a adaptação das infra-estruturas navais às exigências da sua "nova Marinha", merecem, igualmente, a Jacinto Cândido, cuidados especiais.

Pelo casamento, a sua vida ficou ligada a Penamacor, cujo povo não esqueceu, erigindo-lhe no Jardim Público um busto em bronze.

Faleceu em Lisboa, em 26 de Fevereiro de 1926.

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