Skip Navigation LinksInício > PT > A Marinha > Meios Operacionais > Superfície > Classe "João Coutinho" > NRP João Coutinho

NRP João Coutinho 

A Corveta N.R.P."JOÃO COUTINHO" (F475) é o primeiro da série de seis navios construídos, os três primeiros, nos estaleiros Blohm & Voss na Alemanha e os outros três na empresa Nacional Bazan de Construções Navais Militares em Espanha, segundo um projecto genuinamente português, da autoria do Engenheiro Construtor Naval Rogério Silva Duarte Geral D'Oliveira.

Foi lançada à água em 7 de Março de 1970. De 1970 a 1975 fez diversas missões em África, nas ex-colónias portuguesas de Angola, Moçambique, Guiné e Cabo Verde, a partir de 1975, tem sido usada para o desempenho de diversas missões, nomeadamente de busca e salvamento, vigilância e fiscalização das águas territoriais e ZEE, participando ainda em exercícios nacionais e viagens de instrução.


                                                               
Características
Deslocamento 1380t
Comprimento 85m
Boca máxima 10,3m
Calado 3,3m
Velocidade Máximo 22nós
Autonomia 5900 milhas(18nós)
Propulsão
2 Motores OEW Pielstick 12 Pc2.2 V 400 Diesel 12.000hp
Armamento e sensores
1 reparo duplo de 76mm US Mk33
1 reparo duplo Bofors de 40mm/60
1 radar de navegação KH1007
1 radar de navegação RM 1226C
Guarnição
Oficiais 7
Sargentos 14
Praças 51
 
                                                               


Símbolo Heráldico

 

Esquartelado: o primeiro e o quarto de ouro, com uma águia estendida de negro; o segundo e o terceiro de azul, com cinco estrelas de seis pontas de prata, e bordadura cosida de vermelho, carregada de oito aspas de ouro; coronel naval de ouro, forrado de vermelho; sotaposto listel de prata enrolado com a legenda N.R.P. "JOÃO COUTINHO", em letras negras tipo elzevir.

Patrono

 

João António de Azevedo Coutinho Fragoso de Sequeira nasceu em Alter do Chão em 3 de Fevereiro de 1865. Abraçou a carreira das armas em 1880 e assentou praça em Cavalaria 4 ao mesmo tempo que entrava na Escola Politécnica. Entraria na Escola Naval dois anos mais tarde e seria promovido a Guarda-Marinha em 1884.

Em Fevereiro de 1885 Azevedo Coutinho partiria para a sua primeira comissão em Moçambique, cumprindo o seu tirocínio obrigatório de 3 anos na Divisão Naval da Índia, onde comandou os iates "Tungué" e "Lúrio" e o vapor "Auxiliar", distinguindo-se pela bravura e capacidade de comando de tropas. Terminado o tirocínio regressou ao Continente em Janeiro de 1889 mas voltaria a Moçambique em Junho do mesmo ano para nova comissão.

Comandou então a lancha canhoneira "Cherim" acumulando com a missão de "verificar e porventura rectificar as cartas hidrográficas do rio Zambeze".
Foi tão brilhante a sua acção que foi nomeado sucessivamente Governador Militar do Chire e Governador da Zambézia. Aos 24 anos de idade, 2º Tenente da Armada, receberia o título de "Benemérito da Pátria" por voto em Cortes e 2 anos mais tarde seria agraciado com a "Ordem de Torre e Espada" pelo Rei D. Carlos.

Foram 17 anos de serviços prestados a Moçambique, pacificando, combatendo a escravatura e contribuindo para a prosperidade da região. Mas não findara a saga de João Coutinho, como ficou conhecido pelas terras da Zambézia, restava-lhe ainda assumir o difícil cargo de Governador-geral da Província o que veio a acontecer em 20 de Fevereiro de 1905.

Regulamentou a navegação de cabotagem e de longo curso, mandou construir duas enfermarias e dez postos sanitários, iniciou a construção do Caminho-de-ferro da Suazilândia, fez entrar em vigor o sistema métrico decimal, elaborou um plano de balizagem da costa, mas da sua primeira linha de preocupações nunca saíram os problemas da pacificação do território.

Mudanças importantes aconteceriam, no entanto, na Metrópole e foi forçado a abandonar o cargo mas assumiu ainda, embora por breve lapso de tempo, o cargo de Ministro da Marinha e do Ultramar. Passou à reforma no posto de Capitão-de-Fragata em 1910 por imposição do novo regime. Fez-se no entanto justiça quando, mais tarde, foi reintegrado na Armada com o posto de Vice-Almirante honorário.

Marinha 2009, todos os direitos reservados