NRP Pereira D'Eça
A Corveta "General Pereira D'Eça", foi construída sob desenho Português, de autoria do Engenheiro Construtor Naval Rogério Silva Duarte Geral D'Oliveira, nos estaleiros da Blom & Voss A. G., em Hamburgo na Alemanha.
Entrou ao serviço da Armada Portuguesa no dia 10 de Outubro de 1970, fazendo parte de um grupo de seis navios iguais que constituem a Classe "João Coutinho". De 1971 a 1975 executou diversas missões em África, nomeadamente nas ex-possessões portuguesas de Angola, Moçambique, Guiné e Cabo Verde. A partir de 1975 passou a ser atribuída, alternadamente, aos Comando Naval e Comando da Zona Marítima dos Açores.
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| Características |
| Deslocamento |
1380t |
| Comprimento |
85m |
| Boca máxima |
10,3m |
| Calado |
3,3m |
| Velocidade Máximo |
22nós |
| Autonomia |
5900 milhas(18nós) |
| Propulsão |
| 2 Motores OEW Pielstick 12 Pc2.2 V 400 Diesel |
12.000hp |
| Armamento e sensores |
| 1 reparo duplo de 76mm US Mk33 |
| 1 reparo duplo Bofors de 40mm/60 |
| 1 radar de navegação KH1007 |
| 1 radar de navegação RM 1226C |
| Guarnição |
| Oficiais |
7 |
| Sargentos |
14 |
| Praças |
51 | |
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Símbolo Heráldico |
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De prata, com cinco escudetes de azul postos em cruz, sendo os dois flancos deitados e apontados para o centro, cada um carregado de 9 besantes do campo, postos 3, 3 e 3 e um cordão de S. Francisco, de púrpura, com seus nós, passado em cruz, em aspa e em orla, brocante sobre os escudetes, salvo o do meio que lhe fica sobreposto. Corota naval de ouro forrado de vermelho. Sotoposto listel ondulado, de prata, com a legenda em letras negras tipo elzevir N.R.P. "GENERAL PEREIRA D'EÇA" |
Patrono |
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António Júlio da Costa Pereira D'Eça, nascido no ano de 1852, ingressou no Exército em 1869. No desempenho de várias missões, foi Governador de distrito de Lourenço Marques (1896) e tomou parte nos combates do Mapulanguene (Moçambique) em 1897; foi Chefe de Estado-Maior em Cabo Verde (1903). Na Metrópole combateu as incursões monárquicas após a implantação da República. Quando irrompeu a I Guerra Mundial, em 1914, era Ministro de Exército.
Em Fevereiro de 1915, o Governo reconheceu a necessidade de pôr, à frente das operações militares no sul de Angola, um Oficial General. Será o General Pereira D'Eça o substituto de Alves Roçadas. Depois de dois anos neste território, regressa doente e esgotado a Lisboa, onde vem a falecer em 1917 no posto de General. O seu nome ficou ligado à Marinha, atendendo ao facto de, durante a sua comissão no sul de Angola, ter tido sob o seu comando o Batalhão de Marinha, comandado pelo primeiro-tenente Afonso Cerqueira, cuja actuação mereceu da sua parte diversas distinções.
De um louvor seu pode ler-se:
"Todas as unidades cumpriram o seu dever por forma a justificar o grande orgulho que sinto em tê-las comandado; porém julgo merecedor de especial menção o Batalhão de Marinha. Esta unidade mostrou sempre a maior correcção, a nítida compreensão dos seus deveres cívicos e militares, tanto no período que antecedeu as operações, como durante elas. Foi sem o menor exagero, uma unidade de elite, cuja têmpera fica definida dizendo que, foi a mais resistente nas marchas, a mais esforçada nos combates e que no Môngua, quando estivemos reduzidos a um quarto de ração, as suas sentinelas chegaram a cair de fraqueza nos respectivos postos, sendo imediatamente rendidas, sem que disso o Comando Superior tivesse conhecimento, pois essa unidade bem sabia que esse Comando nada podia fazer que modificasse de pronto a situação."
Em testamento legou à Marinha a sua espada, a qual se encontra no Museu de Marinha em Lisboa. |
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