Corte-Real nome de uma família distinta de navegadores dos séculos XV e XVI, com o nome ligado ao descobrimento da Terra Nova, cerca do ano de 1472, por João Vaz Corte-Real, navegador português que para além desta expedição organizou ainda outras viagens que o terão levado até à costa da América do Norte, explorando desde as margens do Rio Hudson e São Lourenço até ao Canadá e Península do Labrador.
Em 1474 foi nomeado Capitão-Donatário de Angra do Heroísmo e a partir de 1483, também da Ilha de S. Jorge. Os seus três filhos, todos navegadores audaciosos, Gaspar Corte-Real, Miguel Corte-Real e Vasco Anes Corte-Real, continuaram o espírito de aventura de seu pai tendo os dois primeiros desaparecido depois de expedições marítimas, em 1501 e 1502 respectivamente. Vasco Anes quis ir em busca de seus irmãos mas o Rei não lhe concedeu autorização, tendo sucedido a seu pai como Capitão-Donatário.
O historiador americano Dr. Edmund Burke Delabarra, no início do século XX, em estudo realizado sobre a misteriosa Pedra de Dighton, na margem do Rio Tanton, Massachussets, concluiu que Miguel Corte-Real teria naufragado na região de Wanpanois, Nova Inglaterra, tornando-se ali chefe dos índios. Esta tese apoia-se na decifração das inscrições na referida pedra que traduzidas significam:
"Por vontade de Deus aqui me tornei Chefe dos Índios."
Miguel Corte-Real 1511