
A apreciação do conjunto de dados recolhidos em 2004 e em anos recentes permitiu identificar como origem da maioria das ocorrências as seguintes causas:
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Má avaliação dos riscos – Resultante da subestimação dos riscos decorrentes do estado do mar (rebentação, correntes, vento e morfologia e natureza dos fundos) conjugada com a sobrestimação das capacidades próprias em termos de natação e à vontade na água em situações adversas.
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Doença súbita – Originada por um conjunto de causas de que se destacam: Hidrocussão por choque térmico; Congestão; Doenças neurológicas (por ex. epilepsia); Doenças metabólicas (por ex. diabetes ) ; Hipoglicémia (resultante de alimentação inadequada e/ou outras causas); Acidentes vasculares cerebrais e acidentes cardio-respiratórios; Trauma severo (frequentemente com incidência neurológica) resultante de saltos para a água e desportos aquáticos.
Constata-se ainda que as causas próximas mais comuns referidas vêm por vezes associadas aos seguintes factores potenciadores de risco: Consumo excessivo de alcool; Consumo de drogas ilícitas; Efeitos (secundários ou não) de medicação; Doenças crónicas; Convalescença de doença aguda ou acidente recentes.
A prevalência relativa das causas referidas no que respeita às praias vigiadas e não vigiadas é, por ordem de peso decrescente, a seguinte:
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Praias vigiadas – Doença súbita; Má avaliação do risco, normalmente associada ao desrespeito dos sinais das bandeiras e das recomendações dos nadadores salvadores.
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Praias não vigiadas – Má avaliação do risco; Doença súbita.