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GABINETE DO CHEFE DO ESTADO-MAIOR DA ARMADA
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15-04-2002 0:00 
 
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Exercício Contex/Phibex 02 

No período de 16 a 24 de Abril de 2002 irá decorrer, sob organização, programa e comando do Comandante Naval, Vice-almirante Silva Santos, o exercício CONTEX/PHIBEX 02.

Este exercício, desenhado este ano numa versão mais reduzida face às restrições orçamentais prevalecentes, terá lugar ao largo da costa oeste do Continente e incluirá o desembarque de uma força anfíbia na zona de costa entre Tróia e Sines.

O CONTEX/PHIBEX 02 combina, num único exercício, dois tipos de exercício com objectivos distintos - o CONTEX, concebido para treino de forças navais num leque alargado de disciplinas operacionais, e o PHIBEX, projectado para a componente anfíbia da Marinha, visando o treino de operações de desembarque em ambientes hostis até ao nível de batalhão ligeiro de desembarque, bem como a inserção de pequenas forças de operações especiais para a execução de acções específicas em território problemático. Com a fusão destes dois exercícios procura-se obter uma economia de meios e de recursos, sem se comprometerem os respectivos requisitos de treino.

O seu objectivo geral é exercitar as forças navais, anfíbias e aéreas, nacionais e convidadas, nas várias disciplinas da guerra naval em cenários de guerra e de Operações de Apoio à Paz, visando melhorar a prontidão, interoperabilidade e coesão de todas as forças e comandos envolvidos.

Participam neste exercício, para além da Marinha e Força Aérea portuguesa, a Marinha e Força Aérea espanhola, a Força Aérea canadiana e ainda uma equipa da NATO vinda de Itália (onde normalmente se encontra estacionada), que actuará no âmbito da guerra electrónica, procurando criar um ambiente adverso que degrade as condições de comando e controlo.

No total estarão directamente envolvidos no CONTEX/PHIBEX 02 mais de 2000 militares.

O comando táctico, no mar, das forças operacionais envolvidas está cometido ao Capitão-de-mar-e-guerra Almeida Gonçalves, embarcado a bordo do NRP "Corte Real".

Os meios aéreos envolvidos, com excepção dos helicópteros orgânicos da Força, estarão sob o comando ou controlo operacional do Tenente-general Fernandes Nico, Comandante Operacional da Força Aérea.

 

Descrição sucinta das três fases do CONTEX/PHIBEX 02:

  • A primeira fase (16 a 19 de Abril) compreende treino de fuzileiros e exercícios de táctica naval básicos ou pouco complexos, desenrolando-se no mar e em terra.
  • A segunda fase, com a duração de três dias, envolve exercícios de grau de dificuldade mais elevado, destacando-se o salvamento de um submarino sinistrado assente no fundo sem possibilidade de vir à superfície, trânsitos navais da Força Naval sujeita simultaneamente a ameaça aérea, de superfície e submarina, e ainda uma inserção em terra do Destacamento de Acções Especiais da Marinha (DAE). Esta inserção ocorrerá após o DAE ter sido lançado, com todo o seu equipamento, para o mar por uma aeronave Hércules C-130 e recolhido pelo submarino "Delfim", que se aproximará de terra sem ser detectado a fim de efectuar o desembarque desta força especial.
  • A última fase do exercício (23 e 24 de Abril) tem como principal objectivo a inserção de uma Força Militar, com um mandato especial das Nações Unidas, num país com problemas internos, por forma a conseguir a recolha e salvamento de cidadãos nacionais que pretendem ser evacuados, bem como a de elementos pertencentes a comunidades multinacionais refugiados de guerra. Nesta fase será ainda exercitada uma operação de embargo a um país fictício tendo em vista o treino de procedimentos de interrogação, manobras de abordagem e acções de fiscalização a navios mercantes. Esta terceira fase terminará com a recolha dos refugiados e da Força anfíbia, seguindo a Força Naval para a Base Naval de Lisboa, onde atracará na tarde do próximo dia 24 de Abril.
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    Participantes:

    Meios Navais

    - 6 fragatas (NRP "Corte Real", NRP "Álvares Cabral, NRP "Comandante Hermenegildo Capelo", NRP "Comandante Sacadura Cabral", SPS "Extremadura" e SPS "Cataluna")

    - 3 corvetas (NRP "João Roby", NRP "General Pereira D'Eça" e NRP "Augusto Castilho")

    - 2 submarinos (NRP "Delfim" e SPS "Siroco")

    - 1 navio reabastecedor (SPS "Marques de Ensenada")

    - 2 navios hidrográficos (NRP "Almeida Carvalho" e NRP "Auriga")

    - 2 lanchas rápidas de fiscalização (NRP "Sagitário" e NRP "Orion")

    - 1 lancha de apoio (UAM "Atlanta")

    - 1 Batalhão de Fuzileiros e Destacamento de Acções Especiais

    - Unidades de mergulhadores

    Meios Aéreos

    - Aeronaves F-16 (Base de Monte Real), A-Jet (Base de Beja), P3P (Base do Montijo), Hércules C-130 (Base do Montijo), Aviocar C-212 EW (Base de Sintra), Puma SA-330 (Base do Montijo), Cessna FTB-337 (Base do Montijo), CP 140 (Canadá) e P3B (Espanha).

    Outros Meios

    - Colaboração técnica de elementos do Exército na fase de saltos de pára-quedas

    - Equipa de guerra electrónica da NATO.


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