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GABINETE DO CHEFE DO ESTADO-MAIOR DA ARMADA
Serviço de informação e Relações Públicas

06-10-2003 0:00 
 
Morada: Praça do Comércio
Código Postal: 1100-148 Lisboa
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marinha.rp@marinha.pt

Telefone:

210 925 200
Fax: 210 925 201

 

 

Abertura do Ano Operacional 

A Marinha realiza no próximo dia 08 de Outubro de 2003, na BNL, a cerimónia de abertura do Ano Operacional com a presença de S.Ex.ª o Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA).

Convidam-se todos os OCS a estarem presentes nesta cerimónia de elevado significado para a Marinha.

Pormenores do evento:

  • Local - Base Naval de Lisboa (Alfeite) junto aos cais 2,3 onde estarão atracadas as principais unidades navais Portuguesas.
  • Início - 15:00
  • Alocução do Vice-Almirante Comandante Naval e do Almirante CEMA;
  • Desfile de tropas em Parada (Elementos das unidades navais, Fuzileiros, Mergulhadores, forças motorizadas, Banda da Armada e helicópteros);
  • Almirante CEMA e Vice-Almirante Comandante Naval disponibilizam-se para responder a questões de jornalistas (sessão de 10 minutos);
  • Porto de Honra;
  • (visitas a unidades navais para jornalistas se assim o desejarem);
  • O Comando Naval é o comando operacional da Marinha, sendo responsável pela condução da actividade operacional deste ramo na sua quase totalidade. Assim, considera-se oportuno divulgar a actividade operacional desenvolvida, pelo Comando Naval, no último ano (2002), ou seja o produto realizado pela componente operacional de forças da Marinha.

    Resultados da actividade Operacional de 2002

    Em 2002 os navios de guerra realizaram um total de 4.610 dias de missão, 32.000 horas de navegação, percorreram 300.000 milhas (cerca de 14 voltas ao Mundo), fizeram 2851 vistorias de pesca e realizaram 675 missões de salvamento da vida humana no mar. Foi ainda mantida durante todo o ano uma companhia de Fuzileiros Navais (157 militares) integrada no dispositivo da ONU em Timor Leste.

    A actividade operacional de 2002 foi profundamente marcada pelos seguintes factores:

  • A redução significativa do orçamento de operação e manutenção atribuído à Marinha no início do ano 2002. Este facto resultou numa quase imobilização da Esquadra, que ficou reduzida à actividade mínima de Busca e Salvamento no Mar e a uma limitada capacidade de fiscalização de pesca no litoral. Esta baixa taxa de operacionalidade foi atenuada com um primeiro reforço no fim do primeiro trimestre e cessou completamente com uma significativa injecção de fundos em finais de Maio;
  • O envolvimento nas acções de combate à poluição provenientes do acidente com o N/M "Prestige" e subsequentes missões de seguimento, na nossa ZEE, de navios monocasco transportando cargas perigosas. Este envolvimento caracterizou-se por uma intensa actividade dos meios navais e demonstrou a necessidade da existência de meios específicos para o combate à poluição e as vantagens de um eficaz sistema de vigilância marítima;
  • A fase final do comando Português da Força Naval Permanente do Atlântico  com a entrega do comando desta força NATO em Abril. Esta participação veio demonstrar a capacidade da Marinha e das fragatas da classe "Vasco da Gama" em cumprir missões em teatro real, em ambientes e situações complexas e novas, mostrando ainda a preparação existente para trabalhar (liderar) forças Multinacionais;
  • A continuação da missão dos Fuzileiros em Timor com uma companhia em permanência (157 militares) no âmbito da Peace Keeping Force da United Nations Support in East Timor (UNMISET), adicionalmente às demais missões que já iam sendo asseguradas pelo Corpo de Fuzileiros. Esta missão realça a capacidade das forças de Marinha operarem de forma conjunta, uma vez que esta companhia está integrada no dispositivo Português com mais duas companhias do Exército e sob comando de um militar deste ramo;
  • A participação na EUROMARFOR (EMF) de duas fragatas da classe "Vasco da Gama" durante os TOUR 01 e 02. Embora não tendo sido atribuída qualquer unidade naval à EMF para a participação na Operação Coherent Behaviour, foi possível contribuir para o STAFF do COMGRUEUROMARFOR com dois oficiais portugueses, mantendo uma aposta no pilar Europeu da NATO;
  • A manutenção em permanência de um Dispositivo Naval Padrão (2 Patrulhas na Zona Norte, 1 Patrulha na Zona Centro, 3 Lanchas de Fiscalização Rápida na Zona Sul, 1 Corveta nos Açores, 1 Patrulha na Madeira, 1 Navio no Mar para Busca e Salvamento e outro em prontidão imediata na Base Naval de Lisboa), que contribui com a maior percentagem do número de horas de navegação dentro dos vários indicadores operacionais, apresentando um total de 52,4% das horas de navegação da Esquadra. Este dispositivo permanente realiza todas as missões de vigilância de costa, colaborando ainda no combate ao narcotráfico, combate à imigração ilegal, salvamento marítimo, combate à poluição bem como na fiscalização da pesca no âmbito da Autoridade Marítima;
  • A actividade Hidrográfica e Oceanográfica conduzida pelo Agrupamento de navios hidrográficos, que permitiu, entre outras acções, desenvolver modelos de deriva que foram usados na situação do Prestige com muito sucesso e reconhecimento internacional, assim como proporcionar a realização de diversos trabalhos em conjunto com a comunidade científica nacional e internacional;
  • A actividade sempre presente de treino e de exercícios no mar, nacionais e internacionais, que representaram cerca de 26% de toda a actividade da Esquadra, e que constituem o pilar base onde assenta todo o desempenho
    da nossa Marinha.
  •  

    Como resumo sistematizado apresentam-se alguns quadros com informação estatística:

    1. Percentagem por tipo de actividade operacional

    Actividade

    4610 dias (100 %)

    Dispositivo Naval (Fiscalização, C. Poluição, vigilância de costa)

    73,8%

    Aprontamento unidades navais

    4,5%

    Exercícios Nacionais

    3,3%

    Instrução de alunos

    3,1%

    Exercícios Internacionais

    2,4%

    Operações no âmbito da EUROMARFOR

    1,3%

    Operações no âmbito NATO

    4,8%

    Colaboração com entidades civis (PJ, SEF, etc.)

    1,1%

    Actividade científica

    3,4%

    Diversos

    2,3%

     

    2. Taxas de navegação no período disponível por tipo de navio

    Tipo de navio

    Percentagem*

    Fragatas

    62%

    Corvetas

    37,1

    Submarinos

    72%

    Patrulhas

    18,2%

    Lanchas rápidas de fiscalização

    19,1%

    Navios hidrográficos

    33,7%

    Veleiros de instrução e treino de mar

    48,7%

    * Esta taxa mede o tempo de navegação no mar sobre o tempo de missão atribuído.

     

    3. Distribuição mensal das acções de fiscalização da pesca no mar

     

    4. Evolução anual das acções de fiscalização no mar

     Anos

    Fiscalização no mar

    Vistoriados

    Legais

    Presumíveis infractores

    Não vistoriados

    1991

    1888

    1578

    815

    763

    310

    1992

    2264

    1844

    1375

    469

    420

    1993

    3111

    2616

    2046

    570

    495

    1994

    2885

    2346

    2078

    268

    539

    1995

    2708

    2183

    2042

    141

    525

    1996

    2277

    1858

    1672

    186

    419

    1997

    2124

    1983

    1800

    183

    141

    1998

    2503

    2162

    1871

    291

    341

    1999

    2664

    2421

    2064

    357

    243

    2000

    2011

    1787

    1486

    301

    224

    2001

    2019

    1929

    1575

    354

    90

    2002

    2851

    2629

    2075

    554

    222

    Infracções por tipo de arte de pesca

    Totais

    arrasto

    44

    cerco

    35

    emalhar / tresmalho

    83

    outras

    392  

     

    5.  Operações de Busca e Salvamento (SAR) no mar alto

     

    Total
    Área SAR
    Lisboa

    Total
    Área SAR
    Sta. Maria

    Total

    TOTAL ACÇÕES SAR OCORRIDAS

    358

    316

    674

    ACÇÕES SAR ORIGINADAS POR:

     

     

     

    Navios/Embarcações

    223

    240

    463

    Aeronaves

    7

    10

    17

    Pessoas na orla marítima

    78

    11

    89

    ACÇÕES SAR ENVOLVENDO:

     

     

     

    Empenhamento meios navais da MGP

    45

    6

    51

    Empenhamento meios aéreos da FAP

    44

    24

    68

    Empenhamento meios Capitanias/I.S.N.

    113

    48

    161

    Empenhamento outros meios aéreos

    1

    1

    2

    Empenhamento outros meios navais

    33

    16

    49

    TIPO DE APOIO PRESTADO:

     

     

     

    Busca/Salvamento

    96

    30

    126

    Apoio Próximo

    39

    5

    44

    Apoio Técnico/Logístico

    5

    4

    9

    Apoio exclusivo Comm's e/ou aviso nav.

    154

    217

    371

    Invest. junto Aut. Marít.(OVERDUE)

    38

    25

    63

    Evacuação médica (MEDEVAC)

    25

    40

    65

    RESULTADOS:

     

     

     

    Número de pessoas salvas

    218

    157

    375

    Número de desaparecidos

    15

    3

    18

    Número de mortos

    32

    9

    41

     

    6.     Evolução anual

    Ano

    Salvamentos

    Acções SAR (total)

    94

    152

    188

    95

    167

    412

    96

    110

    434

    97

    207

    466

    98

    213

    592

    99

    352

    618

    2000

    247

    545

    01

    348

    494

    02

    375

    674


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