Com o objectivo de fazer cumprir uma resolução do Concelho de Segurança das Nações Unidas, no âmbito do exercício CONTEX/PHIBEX 2004, a força multinacional liderada pela Marinha Portuguesa envolveu-se, ontem, a Oeste de Sines, em operações de embargo sob ameaça aérea e submarina.
Foi desenvolvida uma operação de interdição marítima pela força naval com o intuito de assegurar o embargo de armas a um país beligerante. Assim, foram levadas a cabo acções de abordagem e vistoria a navios mercantes suspeitos por várias equipas inseridas por embarcações e por helicópteros. Durante estas abordagens, as equipas depararam-se com tripulações hostis, o que denunciou quase de imediato a carga ilegal transportada e a falsa identidade dos elementos a bordo. Este exercício foi conduzido pelas fragatas da força, sendo os navios infractores simulados pelos restantes navios.
A Marinha detém, desde longa data, uma grande experiência em acções de embargo naval. Em meados dos anos noventa, Portugal comandou a Força Naval Permanente do Atlântico da NATO (Stanavforlant), através do Vice-almirante Reis Rodrigues. Durante esse período, esta força naval permaneceu continuamente no mar Adriático em operações de embargo à antiga Jugoslávia, integrando sempre uma fragata da Marinha Portuguesa.
Desta forma, o treino com vista à manutenção e aperfeiçoamento das qualificações das guarnições nacionais, nesta área operacional, é de vital importância para garantir uma elevada capacidade de intervenção da Armada Portuguesa, sempre que solicitada.