Skip Navigation LinksInício > PT > Notícias e Agenda > Discursos do Almirante CEMA

Cerimónia oficial de chegada do NRP Tridente 
08-09-2010 0:00 
 

Senhor Ministro da Defesa Nacional
Senhor Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar
Senhor Almirante Vice-Chefe do Estado-Maior da Armada
Mr Ambassador 
Distinguished German Authorities
Distinguished Members of the German Submarine Consortium
Senhores Almirantes
Ilustres Autoridades
Distintos convidados
Ladies and Gentlemen
Marinheiros,


Celebramos hoje a chegada do N.R.P. “TRIDENTE” e, simultaneamente, inauguramos as novas instalações da Esquadrilha de Submarinos e de Mergulhadores. Agradeço a presença de tão ilustres convidados, que se disponibilizaram para testemunhar este acto  de grande significado para a Marinha e para o nosso país . São momentos que marcam a diferença entre as cómodas visões de curto prazo e as incómodas, mas imprescindíveis, opções estratégicas que devem determinar o futuro de Portugal perante o seu mar.
I would like also to express my sincere appreciation to our German distinguished guests for joining us this morning. It gives me great honour to have you all in the ceremony. Thank you very much!
A recepção de um novo navio, e em particular a de um submarino, é sem dúvida um momento de grande alegria e de confiança no nosso  futuro colectivo , significando que a Marinha e as Forças Armadas se estão a modernizar e a incrementar as suas capacidades para melhor cumprirem as suas missões . Significa, também, que Portugal mantém a única capacidade militar verdadeiramente dissuasora, aliás amplamente referendada pelos decisores políticos atentos às irrecusáveis responsabilidades que Portugal e a Marinha têm e terão no mar.
É que é hoje evidente que as disputas por interesses e recursos estratégicos se vem  progressivamente a centralizar nos oceanos. Nessa disputa, como evidencia a história, só quem tem capacidade, também na dimensão militar, conta. Portugal, com uma área marítima sob sua soberania e jurisdição de enormes dimensões, tem que preconizar uma postura proactiva, potenciadora do seu mar e defensora dos seus interesses, num momento em que novas e extraordinárias oportunidades se abrem decorrentes da possível extensão da sua Plataforma Continental. Estou absolutamente convicto de que o mar, sendo determinante da nossa individualidade nacional é, também, o nosso maior  activo estratégico e económico. Hoje, meus senhores, “os descobrimentos” são aqui. 
 Daí, a imprescindibilidade de termos uma Marinha capaz de garantir aos portugueses o uso do seu mar, promovendo o seu conhecimento e assegurando as dimensões de segurança e de defesa, exigências, essenciais ao estabelecimento de um clima de confiança, indispensável ao desenvolvimento da actividade económica e ao progresso nacional. Com os submarinos da classe Tridente, a Marinha incrementará exponencialmente a sua capacidade de vigiar e controlar os vastos espaços marítimos nacionais, em particular na dimensão submarina, dissuadindo ameaças e mitigando riscos. Como tenho reiteradamente afirmado, as Marinhas não se improvisam, requerendo planeamentos de longo prazo, como foi o caso do programa de aquisição dos submarinos. Um programa complexo, não isento de polémica como felizmente acontece com tudo o que é feito pelos homens. Cumpriremos escrupulosamente as nossas responsabilidades e estamos certos de sermos correspondidos reciprocamente. Apesar da ocorrência de periódicas miopias marítimas, veio a prevalecer a força da razão. Infelizmente em contra ciclo económico. É um preço, que se paga, sem dúvida muito caro, mas muito mais caro , seria não podermos  dispor daquilo que nos pertence.

Minhas e senhoras e meus senhores

Como acabámos de ouvir, do Senhor Comandante da Esquadrilha de Submarinos, estas magníficas instalações, substituindo as que aqui existiam há mais de 70 anos, destinam-se  a suportar toda a capacidade operacional de sub-superfície ( submarinos e mergulhadores ) que passam a dispor das mais recentes tecnologias,  garantindo  missões de grande importância como sejam, por exemplo, a segurança e o livre acesso aos nossos portos. Ouvimos, também, o elencar das capacidades do novo submarino, equipado com tecnologia de ponta e valências em múltiplas áreas que saberemos explorar na sua máxima extensão. Naturalmente que, à semelhança de todos os outros sistemas militares, a plenitude das suas capacidades e possibilidades, só será utilizada em situações limite. Edificar capacidades focadas nos cenários do momento é pensar no passado. Não no futuro, como se impõe para quem quer  estar à altura das suas exigências e desafios. Por isso, corresponderemos, como sempre, à confiança que em nós foi depositada, sendo  o nosso primeiro objectivo o de garantir, com eficiência, a exploração operacional dos submarinos. Assim será, porque conheço bem o espírito, têmpera, a  capacidade, e o sentido de missão  dos que aqui serviram e servem com zelo dedicação e honradez.


Senhor Ministro
Estou confiante no futuro e não tenho dúvidas de que o N.R.P. “Tridente“ arvorando orgulhoso a bandeira de Portugal e a insígnia da Marinha irá cumprir a sua missão, com o sucesso de quem acredita no nobre dever de servir Portugal no mar.

 

 
Marinha 2009, todos os direitos reservados


   Organização na marinha
Funções na marinha
   Doutrina
DPN 2011
  Legislação
 
  Emergencia no  mar
 
barras maritimas
 Estado do Mar
  Bluemassmed
 Forum
 Cadernos navais


Siga-nos em:
Flickr Twitter YouTube