Essa dhow reportou estar a ser perseguida por uma skiff (pequena embarcação) de piratas e requereu assistência imediata estando numa posição a 110 milhas náuticas (aproximadamente 220 quilómetros) a norte do porto de Bosaaso na Somália, 60 milhas náuticas (aproximadamente 120 quilómetros) a sul do IRTC (Internationally Recommended Traffic Corridor, corredor de tráfico internacional recomendado para a navegação nesta área) e a cerca de 50 milhas náuticas (aproximadamente 100 quilómetros) da posição onde a fragata navegava pelas 08:44 horas locais.
O NRP “Álvares Cabral” assumiu as tarefas de coordenador da acção, direccionando um avião de patrulha marítima espanhol para a posição das embarcações para confirmar o pedido de assistência.
Simultaneamente, o helicóptero orgânico da fragata descolou para a skiff enquanto a “Álvares Cabral” se aproximava para inserir uma equipa de abordagem para inspeccionar a embarcação e a tripulação.
Durante a aproximação da fragata, o armamento e material utilizado para a abordagem e o ataque a navios mercantes foi lançado à água pela tripulação da skiff.
Pelas 11:17, a skiff foi inspeccionada e os cinco suspeitos piratas identificados, sendo recolhida diversa informação, tendo de seguida a fragata continuado a patrulha na área do IRTC.
“Esta operação naval deve ser interpretada como um sinal para os piratas que a NATO e os seus parceiros estão coordenados e prontos para impedir os ataques piratas no Golfo de Aden.”, referiu o Contra-Almirante Pereira da Cunha comandante da força da NATO SNMG1.
“A acção da fragata da Marinha NRP “Álvares Cabral” demonstrou a prontidão e determinação das forças da NATO na imposição da segurança no IRTC e a capacidade de apoio à navegação local”, afirmou o Comandante do NRP “Álvares Cabral”, Capitão-de-Mar-e-Guerra Nobre de Sousa.
Com esta acção, coordenada entre meios da NATO e União Europeia, impediu-se mais um ataque de pirataria no Golfo de Aden.
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