Os animais, que estiveram em recuperação, devido a arrojamentos no nosso litoral e captura acidental por embarcações de pesca, no Centro de Reabilitação de Animais Marinhos de Quiaios (CRAMQ) - pólo científico pertencente à Universidade do Minho.
As quatro tartarugas bobas (da espécie Caretta caretta), já reabilitadas, encontravam-se a aguardar que as temperaturas das nossas águas atingissem valores adequados à fácil reintegração em liberdade. O trânsito do NRP Cuanza, para águas mais quentes, revelou-se como uma oportunidade de encurtar o período de cativeiro, evitando uma maior degradação dos seus instintos animais.
As tartarugas foram devolvidas à natureza, a cerca de 155 milhas náuticas a noroeste da ilha de Porto Santo, onde as águas registavam temperaturas médias de 19ºC, condições consideradas ideais para o seu regresso ao mar e fácil readaptação.
O NRP Cuanza realizou assim mais uma ação de proteção do vasto e complexo ecossistema marinho, das águas sob jurisdição nacional, aproveitando o trânsito para a Região Autónoma da Madeira onde cumprirá missões no âmbito de busca e salvamento marítimo, patrulha e fiscalização das atividades relacionadas com a pesca, o apoio aos parques naturais marítimos na área, entre outras.
O NRP Cuanza, conta com 41 anos de existência a servir Portugal no mar, bem expresso no seu lema de bordo, “AD MAREM SUNT”.


