Distintivo de Especialização

Acompanhando a evolução dos submarinos ao longo de 100 anos, também o distintivo de especialização em submarinos conheceu substanciais transformações, conforme ilustrado na figura acima.

O primeiro destes emblemas surgiu em 1915, criado pela portaria nº 455, de 21 de agosto, do Ministro da Marinha, com a designação de distintivo de especialização para o serviço de submersíveis. Curiosamente, era usado na manga direita, na folha exterior, 5cm abaixo do cotovelo; razão porque era de tão pequenas dimensões. Era bordado a fio de ouro para oficiais e sargentos e a encarnado para as praças.

Em 1920 surgiu a primeira alteração, através da portaria Nº2:424, de 7 de setembro, do Ministro da Marinha, com a designação de distintivo de especialização em navegação submarina. Esta alteração visou a uniformização com os outros distintivos da Armada, nomeadamente da aviação naval, e seguindo o uso das marinhas estrangeiras passou a ser usado no lado direito do peito. As dimensões foram aumentadas e acrescentado, acima da silhueta do submersível, o escudo nacional sobre a esfera armilar. Era bordado a fio de ouro sobre fundo preto para oficiais, sargentos e praças.

Nova alteração surgiu em 1925, não no formato, que se manteve o mesmo, mas nas cores e modo de usar.
Nas cores regressou-se ao dourado para oficiais e sargentos e encarnado para as praças, e enquanto os oficiais o usavam do lado direito do peito, os sargentos e praças usavam-no do lado esquerdo.

Manteve-se sem alteração até 1936, ano em que um novo regulamento de uniformes, promulgado pelo decreto n.º 27:083, de 13 de outubro, veio alterar o distintivo para sargentos e praças, mantendo-se semelhante ao anterior, mas sem o escudo nacional.
Passou de novo a ser usado no lado direito do peito, bordado a ouro para sargentos e a encarnado ou azul, consoante o uniforme, para praças.

Só em 1960 surgiu outra alteração que, quanto à forma, consistiu na estilização da silhueta do submarino, conforme mostrado na figura.
O distintivo para oficiais continha acima da silhueta do submarino o acrescento de um ramo de loureiro e outro de carvalho circundando o escudo nacional, neste aspeto legalizando a prática que há vários anos se vinha verificando.
Quanto às cores, manteve-se bordado a fio de ouro para oficiais e sargentos, podendo ser de metal dourado quando usado nos uniformes brancos.
Para as praças é bordado a encarnado nos uniformes azuis e a azul nos uniformes brancos.
Manteve-se inalterável o modo de usar no lado direito do peito.
Os distintivos dos sargentos e das praças mantêm-se inalterados desde então até aos dias de hoje.

O distintivo para oficiais foi ainda alterado em 1961, pelo despacho ministerial n.º 108, de 3 de novembro, para o modelo apresentado na figura, o qual se mantém em vigor até hoje.

Os distintivos de metal usados pelos militares qualificados em submarinos de todos os países que operam submarinos são, em termos internacionais, designados por “Dolphin”, significando que esses militares detêm conhecimento aprofundado sobre a construção, operação e reação a avarias dos navios em que operam.












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