Os novos Submarinos

O processo de renovação da quarta esquadrilha de submarinos iniciou-se em 1995, e a necessidade de manter a capacidade submarina, enquanto fator crucial para a defesa nacional, integrada na grande estratégia político-militar e diplomática do país, foi confirmada por todos os governos constitucionais e pela Assembleia da República.

Depois de um longo processo de nove anos, em 21 de abril de 2004 o contrato para a construção dos novos submarinos foi finalmente aprovado pelo então Ministro da Defesa Nacional, Dr. Paulo Portas, tendo sido atribuída a sua construção ao German Submarine Consortium.

A construção dos submarinos iniciou-se em 2005, e após uma fase de formação das Guarnições, instrutores e pessoal da manutenção com uma duração aproximada de três anos, o "TRIDENTE" foi entregue à Marinha Portuguesa em 17 de junho e o "ARPÃO" em 22 de dezembro de 2010.

Pela primeira vez em Portugal, estas unidades navais foram equipadas com um sistema híbrido para produção de energia eléctrica que é constituido pelos habituais grupos eletrogéneos alimentados a diesel e por duas células de combustível alimentadas a Hidrogénio e Oxigénio, o que permite aumentar significativamente a sua descrição e autonimia
Estes submarinos embora tenham entrado recentemente ao efetivo da Armada, têm participado em diversas operações de vigilância do espaço marítimo sob soberania e jurisdição nacional e na operação "Active Endouver", única ao abrigo do artigo 5º do Tratado do Atlântico Norte, centrada na campanha internacional de combate contra o terrorismo.

Igualmente integraram uma força naval permanente da NATO e em diversos exercícios internacionais, onde ficou patente as excelentes capacidades destas unidades navais.

Em 2012 foi realizada a primeira travessia do Oceano Atlântico que permitiu efetuar a certificação dos sistemas de armas para o lançamento de mísseis Sub-Harpoon.










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