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No final do século XIX registou-se uma forte concorrência entre as principais potências europeias
pela posse e exploração dos territórios africanos. Neste contexto, realizaram-se diversas expedições
de exploração ao interior do continente africano, de onde se destacam as efectuadas pelos Comandantes Roberto Ivens e Hermenegildo Capelo.
Paralelamente, a Marinha é também empenhada na manutenção da soberania em territórios agora disputados por diversos poderes europeus, tomando igualmente parte nas "campanhas de pacificação".

Explorações e Expedições Militares

Com o renovado interesse europeu no continente africano durante a década de 70 do século XIX,
foi com o patrocínio da Sociedade de Geografia
de Lisboa, criada em 1875, que se iniciaram
as primeiras grandes viagens de exploração portuguesas naquele continente, protagonizadas em 1877 pelo major Serpa Pinto, do Exército,
e pelos comandantes Hermenegildo Capelo
e Roberto Ivens, da Marinha. Concluída esta primeira fase de reconhecimento territorial, sucederam-se novas expedições que se iriam realizar até ao ano de 1884, data do início da Conferência de Berlim. Restava agora transformar
a soberania colonial em domínio efectivo, traduzindo-se numa série de "campanhas
de pacificação".
Neste contexto, há que destacar duas
importantes figuras: Mouzinho de
Albuquerque, que protagonizou a célebre
captura de Gungunhana, chefe dos Vátuas,
em Chaimite no ano de 1895, e António Enes, comissário régio em Moçambique entre 1894
e 1895. A Marinha participou em terra com
diversas forças expedicionárias e forças de desembarque distinguindo-se, entre muitos
outros, oficiais como João de Azevedo Coutinho, Afonso Cerqueira e João Roby.