Nº 385

Capa referente ao mês de Abril de 2005

ABRIL-2005

Ficha Técnica

Fotografias antigas, Inéditas ou curiosas

SUMÁRIO

Uma perda irreparável

Início da construção dos Novos Submarinos

Condecoração dos chefes Militares 

Os Navios da classe "Andrómeda"

Instituto Superior Naval de Guerra "Opções" Estratégicas de Portugal no novo contexto mundial"

Fiscalização da actividade da pesca no ano de 2004

Um dia nos... Arquivos da Marinha

A Lenda e o Mito              1. Thermopylae

Direcção de Infra-Estruturas 

Uma Intervenção a Preceito

A Marinha de D. Manuel (57) 

Tomadas de Posse 

Escola Naval 

Uma Bela Colecção num Belo Edifício 

Crónicas de Timor

Notícias / Convívios 

Histórias da Botica (39)

Fuzileiros de ontem, Fuzileiros de sempre

Notícias Pessoais

Património Cultural

Tabela de Preços das Assinaturas

Património Cultural da Marinha

Faróis de Portugal

 

19FAROL  DA  PONTA  DA  PIEDADE

 

O Plano Geral de Alumiamento e Balizagem aprovado em 1883, considerava já a instalação de uma luz de porto na Ponta da Piedade. Apesar desta intenção, não foi edificado qualquer farol ou farolim tão prontamente, pelo que, a Comissão nomeada por portaria de Outubro de 1902, do Ministério da Marinha e Ultramar, teve ainda uma palavra a dizer, propondo para a Ponta da Piedade a instalação de um aparelho de 6ª ordem, mostrando dois clarões brancos, seguidos de um vermelho. No entanto, uma vez mais, o projecto ver-se-ia protelado, pelo que a solução final veio a diferir um pouco da perspectivada pela Comissão nomeada em 1902. Um despacho de 30 de Dezembro de 1911, da 1ª Repartição da Direcção Geral dos Eclesiásticos, publicada no Diário do Governo nº 10 de 12 de Janeiro de 1912, referia: 

Nos termos do artigo 90 do decreto com força de lei de 20 de Abril último, cedida com as suas dependências, ao Ministério da Marinha, a antiga e arruinada ermida de Nossa Senhora da Piedade, afim de ali ser construído um farol de rotação. O processo acabaria por não ser pacífico, pois a Junta da Paróquia de Santa Maria de Lagos era contra a demolição da ermida.

No dia 15 de Fevereiro de 1912, o Contra-Almirante Schultz Xavier, representante da Direcção-Geral de Marinha, tomava posse da ermida e dependências e, por escritura de 14 de Março do mesmo ano, aquela Direcção, comprou por 250.000$000 reis, um prédio rústico, pertencente a Artur Baptista Galvão e esposa, para construção do farol.

O farol da Ponta da Piedade - LAGOS

Local:

Lagos

Altura: 5 m
Altitude: 51 m
Luz: Fl W 7 s
Alcance: 20 M
Óptica: 4ª Ordem
Ano: 1913

O farol da Ponta da Piedade entrou em funcionamento em 1 de Julho de 1913. Inicialmente foi equipado com um aparelho óptico de 4ª ordem, de rotação, mostrando grupos de cinco clarões brancos de 10 em 10 segundos, tendo como fonte luminosa um candeeiro de petróleo. A rotação da óptica fazia-se através da máquina de relojoaria. A torre tem 5 metros de altura e 51 metros de altitude.

A óptica de 4ª ordem foi substituída, temporariamente, em 2 de Maio de 1923, por uma de 6ª ordem, fixa, de luz branca. Em 15 de Dezembro desse mesmo ano, passou a luz de ocultações de 2 1/2 segundos apagada, intervalados de períodos de luz fixa, branca, de 4 segundos de duração, sendo retirada a óptica de 6º ordem.

O farol foi electrificado com energia da rede pública em Maio de 1952 passando a fonte luminosa a ser a incandescência eléctrica, o que permitia um novo alcance luminoso de 15 milhas, posteriormente aumentado para 18 milhas.

O farol da Ponta da Piedade entrou em funcionamento em 1 de Julho de 1913

Em 1956 foi adquirido e montado um novo aparelho de incandescência eléctrica com passagem automática a gás acetileno.

Foi automatizado em 1983 com um sistema modelo GISMAN, funcionando,  hoje em dia, exclusivamente a electricidade, com uma característica luminosa de relâmpagos simples de cor branca, período de 7 segundos e um alcance de 20 milhas.

 Direcção de Faróis