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Nº
396

ABRIL
- 2006
Ficha
Técnica
Fotografias Antigas,
Inéditas ou curiosas
SUMÁRIO
Valores, Identidade e Memória 1
O Dr. Jorge Sampaio
despede-se das Forças Armadas / O Prof. Doutor Cavaco Silva é o novo
Presidente da República
A
Autoridade de Polícia e o seu Exercício no Mar.
O
que Alá permite
INSTREX 01-06
Reflectindo... IX
Academia de Marinha
A Marinha de D.
João III (11)
Hospital da Marinha
Os
Novos Navios Patrulha Oceânicos - Classe "Viana do Castelo"
Setting Sail - 5.
Virar de Bordo
Navegando em Águas Virtuais
Entrega de Comando
Tomadas
de Posse
Crónicas de Timor
Notícias
Convívios
Histórias da Botica (45) - O Segredo do Cofre de Marfim
Notícias
Pessoais
Banda Desenhada
Património
Cultural
Tabela
de Preços das Assinaturas
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Património
Cultural da Marinha
Faróis
de Portugal |
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30.
FAROL
DA BARRA
DE
LISBOA |
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Em 1 de Agosto de 1878, são criadas duas luzes vermelhas, nos
sítios denominados Alto de Caxias e Porto Côvo, que determinam
pelo seu enfiamento, o caminho que os navios devem
seguir, na entrada e saída da barra grande de Lisboa. Em
Dezembro de 1879, achando-se concluída a torre no antigo mirante
de Caxias, foi ali colocada a luz fixa vermelha, que
provisoriamente tinha sido posta numa barraca de madeira. Era
composta por aparelho catóptrico com reflector parabólico e um
candeeiro de Argand de duas torcidas.
No Aviso aos Navegantes nº 4 de 7 de Abril de 1913, a Direcção
Geral de Marinha comunica o seguinte: «Que as luzes de
direcção do canal de entrada da Barra Grande do pôrto de Lisboa,
actualmente instaladas no mirante de Caxias e em Pôrto Covo, vão
ser transferidas respectivamente para os locais, em que se acham
as marcas do Esteiro e da Gibalta, marcas que, conjuntamente com
a marca da Mama, assinalam o eixo daquele canal (...)». |
| Local: |
Na encosta da Gibalta, em Caxias |
| Altura: |
21
m |
| Altitude: |
31
m |
| Luz: |
Oc R 3 s |
| Alcance: |
21
M (39 km) |
| Óptica: |
5ª Ordem |
| Ano: |
1914 |
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O Farol da Gibalta entrou em funcionamento em Maio de 1914,
tendo uma torre com 13 metros de altura e 36 metros de altitude.
O aparelho óptico era de 5ª ordem, a luz vermelha, fixa,
iluminando um sector de 15º.
A luz que até então era fixa, passou a luz ritmada em Fevereiro
de 1951.
Em 31 de Março de 1952, houve um desabamento de terras da
encosta, que originou a derrocada de uma parte do farol sobre a
linha-férrea a 3 de Abril, foi demolido o que restava do farol e
montada uma luz provisória que passou para a base da torre do
farol em construção, entrando em funcionamento em 10 Fevereiro
de 1954. |
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O novo farol foi construído a 30 metros do farol demolido,
entrando em funcionamento em Maio de 1954. A torre tem 21 metros
de altura e 31 metros de altitude. O aparelho óptico é de 5ª
ordem, tipo olho-de-boi, sendo a fonte luminosa a incandescência
eléctrica com reserva a gás. A luz provisória foi retirada.
Em 1960 foi instalado um rádio farol direccional em regime
experimental. Para atenuar o efeito da luz de iluminação da
estrada marginal, foram montadas exteriormente 4 lâmpadas
fluorescentes de cor vermelha. De Novembro a Fevereiro o farol
passa a estar aceso até às 0900 horas. Nos restantes meses até 1
hora após o nascer do sol.
Foi cancelado o funcionamento experimental do rádio farol em
1972.
O farol da Gibalta foi automatizado em 1981 ficando a ser
monitorizado a partir da Central de Paço de Arcos e deixou de
estar guarnecido de faroleiros.
Em 1987 o farol do Esteiro e da Gibalta, passam a estar acesos
em regime permanente de 1 de Outubro a 15 de Março.
A partir de 1997 passaram a estar acesos em permanência durante
todo o ano.
No ano 2000 foi montado novo sistema de telecontrolo (“OMRON”). |
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À semelhança do farol da Gibalta foi construido o farol do
Esteiro que entrou em funcionamento em Maio de 1914. Tem uma
torre com 15 metros de altura e 82 metros de altitude. O
aparelho óptico é dióptrico catadióptrico, tipo olho-de-boi de
5ª ordem e a luz é vermelha, fixa, iluminando um sector de 15º.
De Março de 1916 a Dezembro de 1918, esteve apagado devido à 1ª
grande guerra.
Em 1926 foram pintadas duas faixas centrais vermelho - escuro na
face da torre virada a Sudoeste, ficando assim a mostrar cinco
faixas, de igual largura, alternadamente brancas e vermelhas.
Foi construída uma casa em 1949 para instalação de um rádio
farol.
A partir de 1950, o farol passa a apagar às 0900 horas nos meses
de Novembro a Fevereiro. Nos outros meses, uma hora após o
nascer do sol. Foi montado um rádio farol direccional
(desactivado nos anos setenta).
O farol foi electrificado com energia da rede pública em 1951.
No caso da falha de corrente, um motor gerador entrará
automaticamente em serviço. A luz do farol passou de fixa a
ritmada. |
| Local: |
Namata do Estádio Nacional,
lugar do Esteiro |
| Altura: |
15
m |
| Altitude: |
82
m |
| Luz: |
Oc R 6 s |
| Alcance: |
21
M (39 km) |
| Óptica: |
5ª Ordem |
| Ano: |
1914 |
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Em 1957 foi montado um novo equipamento eléctrico que no caso da
falha de corrente, passa automaticamente a gás acetileno.
A fim de tornar mais visível o edifício do farol, foram
instaladas duas lâmpadas de luz fluorescentes vermelhas em 1960,
que se mantêm acesas até às 1200 horas de cada dia e acabaram
por ser retiradas em Novembro de 1961.
Em 1970 voltaram-se a colocar 4 lâmpadas fluorescentes de 40 W,
montadas em armaduras estanques no exterior da torre, para um
melhor visionamento desta, que foram retiradas alguns anos mais
tarde. |
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Inserido no plano de automatizações da barra do Tejo, foi
automatizado em 1981, ficando a ser monitorizado a partir da
Central de Paço de Arcos e deixou de estar guarnecido de
faroleiros.
O farol do Esteiro em 1987, passa a funcionar em regime
permanente de 1 de Outubro a 15 de Março.
A partir de 1997 passou a estar aceso em permanência durante
todo o ano e foi instalado um Racon “Q”.
No ano 2000 foi montado um novo sistema de monitorização
(“ONROM”). |
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A Marca da Mama, já existente em 1857 era inicialmente cega e
constitui a marca posterior da Barra Sul do Porto de Lisboa.
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| Local: |
Na mata do Estádio Nacional,
lugar do Esteiro |
| Altura: |
15
m |
| Altitude: |
82
m |
| Luz: |
Oc R 6 s |
| Alcance: |
21
M (39 km) |
| Óptica: |
5ª Ordem |
| Ano: |
1914 |
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Foi iluminada em 1995 com uma lanterna direccional Tideland
RL 355. Alcance actual: 21 milhas. |
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Direcção de Faróis |
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