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Nº
378

Agosto
- 2004
Ficha
Técnica
Fotografias
inéditas ou curiosas
SUMÁRIO
Ponto
ao meio dia
Dia
das Forças Armadas
Visita
Oficial do Alm.CEMA a Marrocos / Marinha Apoia a Diplomacia
A
Aliança Atlântica em Transformação
Fiscalização
da Pesca no Atlântico Nordeste
Exercício
de combate à Poluição em Viana do Castelo
Época
Balnear de 2004
A
Marinha de D. Manuel (50)
O
primeiro navio-escola Sagres
Os
anos de ouro do "Tiro de Pistola" na Marinha
Instituto
Superior Naval de Guerra - Seminário
2ªs
Jornadas da UTITA sobre Dependência de Substâncias
Tomada
de Posse
As
"Ilhas Quirimbas" O Arquipélago no Norte de Moçambique / O Núcleo
de Radioamadores da Armada Inaugura a sua Sede
Notícias
Estórias
- 7
Convívios
Histórias
da Botica (36)
Notícias
Pessoais
Património
Cultural
Tabela
de Preços das Assinaturas
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Património
Cultural da Marinha
Faróis
de Portugal |
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O
Forte de Santa Marta, construído após a Restauração, era o
primeiro ponto fortificado da linha de fortins então mandada
levantar entre a Cidadela de Cascais e o Cabo da Roca.
As
fortificações erguidas nas terras da Marinha e na praia do
Guincho eram destinadas a barrar o acesso à vila e a impedir a
repetição de um ataque, como no ano de 1580 praticara com pleno
êxito, o Duque de Alba.
A
primeira referência histórica provando a existência do Forte de
S. Marta – certamente já há vários anos antes edificado, é,
contudo, a Planta de 1693 incluída no conhecido Códice Cadaval,
hoje arquivado na Torre do Tombo.
O
Forte, guarnecido e artilhado em 1707, fazia, em 1735, parte dos
então denominados Fortes da Marina de Fora da Praça de Cascais.
O
terramoto de 1 de Novembro de 1755, culpado da quase total destruição
de Cascais, apenas fez leves estragos no Forte de S. Marta.
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A
posição estratégica que tinha para fins militares também o
tinha para a navegação, e no seu relatório, a Inspecção dos
Faróis do Reino, em 1864, advogou a
instalação de uma luz no Forte de Santa
Marta, ficando sob a dependência do Serviço de Faróis em 8 de
Novembro de 1867. |

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Em
1868, foi construída uma pequena torre, servindo de marca para de
dia e recebendo aquilo que na época se chamava um “phanal”
lenticular de luz
vermelha, funcionando apenas como luz de direcção que se
acendeu pela primeira vez na noite de 1 de Março. |
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A
3ª subcomissão da Comissão de Faróis e Balizas, encarregada da
iluminação dos portos e balizagem fazia as seguintes considerações
em 1882:
«É
de toda a conveniencia que o pharolim de Santa Martha alem de servir como luz de direcção para a entrada do corredor
ou barra do Norte de Lisboa, esclareça tambem uma parte do
horizonte, assignalando por este modo a ponta do «Salmodo»
(extremo oeste da bahia de Cascaes) aos navios que vem abrigar-se
na mesma bahia das fortes nortadas que reinam uma parte do anno.
Propõe a subcommissão para aquelle local um apparelho de luz
fixa vermelha, illuminando 200º do horizonte, com painel annular
(holoptotal de Stevenson) como luz de direcção para o corredor
ou barra do Norte. Apparelho e lanterna devem ser montados na
torre construída expressamente para esse fim, com mais quatro
metros d´altura da que existe em S. Martha, a qual, allem de
dannificada, não se presta ao estabelecimento d´uma luz nas
condições propostas.» |
| Local: |
No
Forte de S. Marta |
| Altura: |
20
m |
| Altitude: |
25
m |
| Luz: |
Oc
WR 6s |
| Alcance: |
W
18 M - R 14 M |
| Óptica: |
5ª
Ordem |
| Ano: |
1868 |
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Um
roteiro de 1897, descreve a estrutura do farol e as disposições
adoptadas em termos de óptica: «Pharol
de Santa Martha – Próximo da ponta Salmodo, no ângulo sueste
do antigo forte de S. Martha, está a torre quadrada do pharol,
pintada de branco, tendo a meia altura uma faixa azul. O pharol é
de luz fixa vermelha, dada por um apparelho dió-ptrico e reforçada
na direcção do alinhamento do corredor ou canal do norte, por um
apparelho catóptrico(...)». |
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Estas
luzes estavam montadas provisoriamente numa das janelas da torre,
constituindo uma, a luz do porto, e a outra dando enfiamento Santa
Marta – Guia.
Viriam
a ser substituídas por um aparelho catadióptrico de 5ª ordem,
de luz fixa, em 1908.
Em
1936 procedeu-se a um aumento de 8 metros da altura da torre,
devido ás novas construções que se vinham fazendo nas
proximidades e que dificultavam grandemente a navegação que saía
a Barra Norte, principalmente durante a tarde. O projecto foi de
M. Almeida e a
obra foi adjudicada ao empreiteiro Mário Silva
por 32.775$00. Ficou com uma altura de 20 metros. |
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Em
1949 foi instalado um sinal sonoro.
O
farol foi electrificado com energia da rede pública em 1953,
tendo simultaneamente sido ali instalado um sistema automático de
reserva da fonte luminosa, funcionando por incandescência de
acetileno, permitindo ao farol manter-se aceso em caso da falha de
energia da rede. Passou de luz fixa para luz de ocultações
vermelha.
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Em
1964 foi instalado um grupo electrogéneo para o caso da falha de
energia da rede, desmontando-se consequentemente a instalação de
acetileno.
Entre
1980 e 1981 procedeu-se aos trabalhos de automatização integral
do farol, que passou a estar incluído na rede de telecontrolo das
aproximações do Porto de Lisboa, no regime de não vigiado.
Em
2000 foi montado um novo sistema de monitorização.
Ainda
no ano de 2000, foi celebrado um protocolo entre a Marinha e a Câmara
Municipal de Cascais, para a cedência das habitações do farol,
visando a criação de um núcleo museológico dedicado aos faróis,
acrescentando assim mais um pólo de atracção turística na
localidade de Cascais e, no caso da Marinha, um ponto de divulgação
numa área de responsabilidade que, cada vez mais, desperta e
cativa a atenção das populações, nomeadamente das zonas
ribeirinhas.
Direcção
de Faróis |
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