|
Nº
371

JANEIRO-2004
Ficha
Técnica
Fotografias
antigas, Inéditas ou curiosas
SUMÁRIO
Ponto
ao Meio Dia
Reflexões
sobre o novo fenómeno das ameaças e as redes internacionais
Companhia
de Fuzileiros nº 22 por Terras do Sol Nascente
Criptografia
Almirante
Armando Ferraz
Contrato
de Aquisição de um Novo Sistema de Projecção Astronómica para o
Planetário Calouste Gulbenkian
Instituto
Superior Naval de Guerra
Escola
Naval
O
Primeiro- Ministro embarca na Esquadra
A
Marinha de D.Manuel (43)
Remodelação
do Farolim da P.tª
da Agulha
O
N.R.P. "ROVUMA" (1969-1999)
Crónica
da Reserva Naval
Notícias
Convívios
Saibam
todos
Divulgações
de um Marujo (4) Bibliografia Notícias
Pessoais Património
Cultural da Marinha
Tabela
de Preços das Assinaturas
|
|
Património
Cultural da Marinha
Faróis
de Portugal
|
|
|
5.
FAROL
DO CABO
CARVOEIRO |
|
|
O
Farol do Cabo Carvoeiro faz parte do grupo de seis faróis
mandados edificar pelo alvará pombalino de 1 de Fevereiro de 1758
que criou o Serviço de Faróis em Portugal. Entrou em
funcionamento em 1790, sendo um dos mais antigos da costa
portuguesa.
A
sua torre original, de secção quadrada com 20,9 metros de
altura, era constituída por três corpos, sendo o da base um
tronco de pirâmide, encimado por dois paralelepípedos. No seu
topo estava instalada um lanterna de oito faces com 8,2 metros de
altura. Junto da torre existiam alguns edifícios e uma igreja que
em 1865 se encontrava em ruínas e era identificada como sendo a
Ermida de N. Sª. da Vitória, sobre a qual consta ter existido
uma luz para guiar os navegantes.
Pouco
se sabe do seu equipamento inicial embora se imagine que devia
consistir de um conjunto de candeeiros de Argand com reflectores
parabólicos, semelhante aos utilizados noutros faróis seus
contemporâneos. Era precisamente uma árvore com 16 candeeiros de
Argand que o equipavam, de acordo com uma descrição do Engº
Hidrógarfo Pereira da Silva em 1865.
A
“Comissão de Pharois e Balisas” incumbida em 1881 de elaborar
um “Plano de Alumiamento das Costas, Portos e Barras do
Continente e Ilhas Adjace
ntes”, considerou o farol em muito mau estado e determina a sua
reedificação
. |
|
Um
Aviso aos Navegantes de 1 de Fevereiro de 1886 indicava que o novo
farol estava pronto, com uma torre de 20,6 metros encimada por uma
lanterna de 5 metros de altura por 2,5 de diâmetro, estava
equipado com um aparelho óptico de 3ª Ordem, provido de um
candeeiro a petróleo de três torcidas, apresentando uma luz fixa
vermelha com cerca de 17 milhas de alcance, o que, não sendo
elevado, era suficiente pois este apenas serve quem navega nas
proximidades do canal entre as Berlengas e Peniche, residindo a
necessidade de maior alcance na Berlenga, situada 5,5 milhas a
oeste deste.
Em
1886 foi dotado de um sinal sonoro constituído por uma trombeta
de palhetas, activado por ar comprimido armazenado em grandes
reservatórios para onde era carregado através de um compressor a
vapor de 4 cavalos. Este sinal era estabelecido pelos faroleiros
em condições de visibilidade reduzida, sendo actualmente um
sistema electroacústico activado por um detector automático de
nevoeiro.
|
 |
|
O
aparelho lenticular de 3º Ordem foi substituído em 1923 por um
girante de 4ª Ordem, passando a apresentar quatro relâmpagos em
substituição da luz fixa, mas mantendo a cor vermelha. A fonte
de energia do aparelho iluminante passou a ser o gás em 1947 e em
1952 foi instalada a lâmpada eléctrica.
No
ano de 1949 foi montado no recinto, um radiofarol, que viria a ser
extinto em 2001 por ter deixado de ser útil à navegação.
O
farol foi automatizado, em 1988 com a instalação de um novo
aparelho óptico/ /iluminante composto de um tambor com ópticas
seladas. Este sistema consiste de um conjunto de ópticas seladas
do tipo das utilizadas nos automóveis, fixas nas faces de um
prisma hexagonal, apresentando uma baixa relação
alcance/consumo.
O
farol é guarnecido por oito faroleiros que, além de manterem o
assinalamento marítimo da região, guarnecem desde 1975 o Farol
da Berlenga, em grupos de dois e por períodos de uma semana.
|
| Local: |
Península
de Peniche |
| Altura: |
27
m |
| Altitude: |
57
m |
| Luz: |
Rl(3)
Vm 15s |
| Alcance: |
15
M |
| Óptica: |
Tambor
de ópticas seladas |
| Ano: |
1790 |
|
 |
|
Mais
recentemente, em Dezembro de 2002, foi instalada no farol, uma
estação de GPS Diferencial que, juntamente com uma outra
instalada em Sagres, asseguram a transmissão de correcções ao
GPS cobrindo todo o território do continente.
Fica
assim um dos primeiros faróis da nossa costa intimamente ligado
ao sistema de posicionamento mais actual, que permite a determinação
da posição, de forma automática e com um rigor da ordem dos 5
metros.
Direcção
de Faróis |
|