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Nº
382

JANEIRO-2005
Ficha
Técnica
Fotografias
antigas, Inéditas ou curiosas
SUMÁRIO
Ponto
ao Meio Dia
Exercício
ZARCO / LUSÍADA 042
A
Marinha de D. Manuel (54)
Comandante
Estácio dos Reis
NRP
"D.Carlos I" Capacidade Nacional na Oceanografia
Instituto
Superior Naval de Guerra
Escola
Naval / Jornadas no Mar 2004
Tomadas
de Posse / Entrega de Comando
Lugres
do Gelo, Cisnes dos Oceanos
Associação
de Sargentos e Praças da Armada da Califórnia
A
Marinha nas Comemorações dos 150 Anos do Nascimento de Wenceslau de
Moraes
Notícias
/ Convívio
Ao
correr da pena...
Notícias
Pessoais
Desporto
Património
Cultural
Tabela
de Preços das Assinaturas
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Património
Cultural da Marinha
Faróis
de Portugal |
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O
Farol da Ferraria começou por figurar no Plano Geral de Alumiamento
e Balizagem aprovado em 1883, que contemplava a edificação de um
farol de 2.ª ordem, emitindo grupos de três clarões brancos, com
um alcance, em estado médio
de transparência atmosférica de 25,5 milhas. Previa-se, na época,
um dispêndio de 21.014$000 reis na sua construção.
O
conselheiro Almeida de Ávila no seu relatório de 1891, era também
de opinião que se devia construir um farol na Ponta da Ferraria,
mas que, de 3ª ordem, com um alcance de 15 a 20 milhas, já seria
suficiente.
Passou
no entanto algum tempo até à concretização do que foi
projectado. O farol da Ferraria foi estabelecido apenas em 22 de
Outubro de 1901, conforme reza o Aviso aos Navegantes n.º 18, desse
mesmo dia: «Tendo
terminado o período de experiências, deverá a luz do Farol da
Ferraria começar a funcionar definitivamente a partir de 9 do próximo
mês de Novembro. As experiências mostraram o seguinte: 1.º Que o
alcance luminoso, que deve regular por 21,5 milhas, em estado médio
de transparência atmosférica, chega a atingir a grandeza de 30
milhas, no melhor estado de transparência (...) ». |
| Local: |
Ponta
da Ferraria
costa
W de São Miguel
|
| Altura: |
18
m |
| Altitude: |
107
m |
| Luz: |
FI
(3) W 20 s |
| Alcance: |
27
M |
| Óptica: |
3ª
Ordem 500 mm |
| Ano: |
1901 |
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O
farol encontra-se localizado na ponta mais a Oeste da Ilha de São
Miguel, numa torre que tem 18 metros de altura e 107 metros de
altitude. Foi equipado com um aparelho lenticular, dióptrico catadióptrico
girante, de 3ª ordem, grande modelo (500 mm de distância focal),
sendo a fonte luminosa um candeeiro de nível constante, substituído
mais tarde pela incandescência do vapor de petróleo. A rotação
da óptica era produzida pela máquina de relojoaria e o alcance
luminoso do farol
era de 26 milhas. |
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Em
1946, na sequência de grandes obras de restruturação que o farol
veio a sofrer, surgiu a necessidade de substituir o aparelho óptico
por outro idêntico, mas de características algo diferentes.
Em
1947 o telefone que pertencia à estação semafórica da ponta da
Ferraria, passou para o serviço do farol para transmissões de
boletins meteorológicos. |
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O
farol foi electrificado em 1957 com a montagem de grupos electrogéneos.
A fonte luminosa passou a ser uma lâmpada de 3000W, que
alegadamente lhe conferia um alcance luminoso de 43 milhas. A máquina
de relojoaria continuou a fazer a rotação da óptica.
Em
1974 foi montado um motor eléctrico para dar corda à máquina de
relojoaria.
Este
sistema foi invenção do chefe do farol (Bettencourt Leça), numa
prova inequívoca de que a necessidade aguça o engenho. |

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| Com
efeito, explicou o chefe do farol, para justificar a requisição de
um motor eléctrico à Direcção de Faróis, que este serviria para
«1.º
Evitar de uma vez para sempre que se dê paragens do farol por falta
de corda; 2.º Deixar-se de ter de abandonar, para dar corda, a casa
das máquinas, que neste farol fica desviada do edifício (...)». |
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O
farol acabou por ser
electrificado com energia da rede pública em 1988, ficando a
funcionar com uma lâmpada de 1000W/120V e com motores de rotação
eléctricos.
Actualmente,
encontra-se automatizado com o sistema modelo DF, com uma característica
de três relâmpagos agrupados num período de 20 segundos e um
alcance luminoso de 27 milhas.
Direcção
de Faróis
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