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Nº
388

JULHO-2005
Ficha
Técnica
Aguarelas
do Comandante Sousa Machado
SUMÁRIO
Ponto
ao Meio Dia
Reflectindo...
Visita
Oficial do Almirante CEMA à Marinha do Paquistão
Comunidade
de Nossa Senhora do Mar - 50 Anos
A
"Corte-Real" na Força de Reacção Rápida da Nato
Proliferation
Security Initiative
Dia
do Combatente
Navigare
necesse est! (1)
A
Zona Marítima Particularmente Sensível da Europa Ocidental
A
Marinha de D. João III (3)
A
Velha Escola Naval
O
Comandante Sacadura Cabral homenageado pela Marinha
Ecos
do Dia da Marinha
Notícias
Convívios
Histórias
da Botica (41)
Bibliografia
Notícias
Pessoais
Património
Cultural
Tabela
de Preços das Assinaturas
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Património
Cultural da Marinha
Faróis
de Portugal |
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O
farol do Cabo Sardão fazia já parte das propostas incluídas no
projecto de Pereira da Silva, datado de 1866: (...) Dividindo
este cabo em duas partes iguaes a distancia que vae do Cabo de Sines
ao Cabo de São Vicente (54 milhas), muito
convem estabelecer ali um pharol de 3ª ordem, que é sufficiente
para esclarecer esta parte da costa.
Tomando
em consideração esta necessidade, o Plano Geral de Alumiamento e
Balizagem aprovado em 1883, propunha a instalação, no Cabo Sardão
de um farol de 2ª ordem, de luz distribuída em grupos de 2 clarões,
sendo um branco e outro vermelho.
A
Comissão de Faróis e Balizas orçamentara o projecto em 26.000$00,
correspondendo 11.000$00 ao aparelho e lanterna e 15.000$00 ao edifício. |
| Local: |
Cabo
Sardão |
| Altura: |
17
m |
| Altitude: |
68
m |
| Luz: |
Fl
(3) W 15 s |
| Alcance: |
23
M |
| Óptica: |
3ª
Ordem - 500 mm |
| Ano: |
1915 |
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O
farol, contudo não chegaria a ser edificado a não ser depois da
entrada em funcionamento da Comissão nomeada em 1902 que se
pronunciou sobre ele da seguinte forma:
Cabo
Sardão – quer seja ou não transformado o pharol do Cabo de
Sines, que o Plano Geral indica como um dos indigitados para ser
transformado, a comissão propõe para o Cabo Sardão, um aparelho
de 3ª ordem, modelo pequeno, mostrando clarões brancos
equidistantes de 10 em 10 segundos (...)
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Preço
vinte e cinco mil e duzentos e cincoenta francos. Acta nº 4 de
07/07/1903.
A
memória descritiva e justificativa para a edificação do farol,
acabaria por só ser elaborada em 1912, sendo o orçamento de
29.000,00 reis.
Assim,
reza o Aviso aos Navegantes n.º 2, de 07/03/1915.
A
partir de 15 de Abril do corrente, começará a funcionar a luz do
farol, situado na Ponta do Cavaleiro ou Cabo Sardão. O aparelho
iluminante, que é de 3ª ordem, modêlo grande, está montado sobre
uma tôrre quadrada, de cantaria e azulejo branco, com 8,90 m
d’altura, a qual fica situada a meio das habitações dos
faroleiros. |

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A
luz é branca, de grupos de 3 clarões de 15 em 15 segundos, com um
alcance luminoso de 29 milhas, sendo a fonte luminosa a incandescência
pelo vapor de petróleo. A rotação da óptica era produzida pela máquina
de relojoaria. A torre do farol tem 17 metros de altura e 68 metros
de altitude.
Em
1950, o farol foi electrificado com montagem de grupos electrogéneos.
A fonte luminosa passou a ser uma lâmpada de 3000 watts.
Até
aos anos cinquenta, o serviço de entrega e recepção de correio do
farol era feito por uma estafeta, cujo vencimento era de 200$00
mensais, destinado a retribuir «16 viagens por mês, a pé, de mais
de 20 quilómetros cada, e por péssimo caminho, parte dele quase
intransitável no inverno», viria pouco mais tarde a ser aumentada
para 300$00. |
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O
farol foi ligado à rede eléctrica de distribuição pública em
1984. A potência da fonte luminosa foi reduzida, sendo instalada
uma lâmpada de 1000 watts.
Nos
anos oitenta, o farol foi automatizado, estando agora dotado de
redundâncias de todos os seus sistemas, garantindo uma total
disponibilidade para os navegantes.
Em
1999 foram feitas grandes obras de remodelação em todos os edifícios.
Direcção
de Faróis
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