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Nº
397

MAIO
- 2006
Ficha
Técnica
Programa Dia da Marinha
SUMÁRIO
Ponto ao Meio Dia
Reflectindo ... X
Valores, Identidade e Memória 2.
O
NRP "Vasco da Gama" na "Força de Reacção Rápida" da Nato
A
Fiscalização da Actividade da Pesca em 2005
Proliferation Security Initiative
Novos "Radiolinks"
ao serviço da Marinha
Descida do Rio Tejo
2006
Instituto de Socorros a Náufragos
Academia de Marinha
A Marinha de D.
João III (12)
No
V Centenário do "Apóstolo das Índias" São Francisco Xavier e Portugal
Regatas 1.Brest - Las Palmas (1958)
Tomadas
de Posse
N.R.P."GEBA" (1970-2005)
Coro Polifónico do Clube do Sargento da Armada
Notícias
Divagações de um Marujo (16)
Escola Naval
Convívios
Notícias
Pessoais
Banda Desenhada
Património
Cultural
Tabela
de Preços das Assinaturas
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Património
Cultural da Marinha
Faróis
de Portugal |
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Inaugurada em 4 de Março de 1894 para solenizar o centenário do
Infante D. Henrique, a luz de resguardo da ponta de Sagres
começou logo desde o seu primeiro acendimento e pelo seu
diminuto alcance a provocar justos reparos e reclamações da
numerosa navegação que ali passava. Muito mais avançado para o
sul e tendo menos trinta metros de altitude que o Cabo de S.
Vicente, não era com uma luz de três milhas de alcance luminoso
que se devia ter assinalado o promontório de Sagres. O Aviso aos
Navegantes nº 3 de 03/03/1894 indica que a luz é fixa vermelha,
com um alcance de 5 milhas, utilizando um candeeiro a petróleo. |
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Em
28 de Novembro de 1906 o aparelho de luz foi substituído por
outro de maior alcance. O aparelho é de luz fixa vermelha, de
horizonte, com candeeiro de 2 torcidas e 12 milhas de alcance
luminoso.
Em 30 de Junho de 1923 começou a
funcionar o novo farol de Sagres.O edifício consta de uma torre
quadrangular de alvenaria branca, com anexos de um só pavimento,
para habitação de faroleiros e depósito de material.
A torre mede 5,5 metros de altura,
desde o terreno até à aresta superior da cornija. |
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Sobre ela elevam-se o murete
cilíndrico metálico, e a lanterna, ambos pintados de vermelho,
ficando o plano focal da luz 7,5 metros acima do solo. O
aparelho lenticular é de 4ª ordem, modelo pequeno (250 mm
distância focal), e é constituída por cinco lentes de 45º, cada
uma, efectuando uma rotação completa em 10 segundos. A fonte
luminosa é um candeeiro de nível constante. A rotação da óptica
é produzida através de um mecanismo de relojoaria e o alcance
luminoso é de 14 milhas.
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De Março de 1916 a Dezembro de 1918
o farol esteve apagado devido à 1ª Guerra Mundial.
A partir de 1953 o farol foi
electrificado através de grupos electrogéneos, ficando como
fonte luminosa a incandescência eléctrica com reserva a gás.
Durante o ano de 1958 foi resolvido
superiormente restituir a Praça de Sagres tanto quanto possível
à traça que apresentava no tempo do Infante e arranjá-la
urbanisticamente. Para isso foi elaborada uma memória descritiva
junta ao projecto das «Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique – Promontório de Sagres – Construção de um
Farol de Sinalização». |
| Local: |
Cabo de Sagres |
| Altura: |
13
m |
| Altitude: |
53
m |
| Luz: |
Iso R 2 s |
| Alcance: |
11
M |
| Óptica: |
4ª Ordem - 250 mm |
| Ano: |
1896 |
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«Por se verificar a necessidade
imperiosa da existência dum Farol no Promontório de Sagres,
prevê-se um pequeno farol de sinalização, cujo traço
arquitectónico, da maior simplicidade, tem por objectivo não
prejudicar a majestade do local. O pequeno farol, será
construído em alvenaria, tendo os cunhais em cantaria da região
(...)»
Em 29 de Julho de 1959 um ofício do
Director de Faróis para a Direcção Geral de Marinha insurgia-se
contra a demolição do velho farol, para se construir a 20 metros
daquele, um novo farol, cuja construção considerava fraca, ”muito
fraca até”, considerando um esbanjamento de dinheiro público
quando se recomendavam as maiores economias. |
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Em 1 de Abril de 1960 começou a
funcionar o novo farol de Sagres, tendo sido demolido o velho.
Importou este farol na quantia de 146.890$00. |
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A fonte luminosa é a incandescência
eléctrica com lâmpadas de 500W, com reserva a gás e com aparelho
catadióptrico de 4ª ordem, pequeno modelo em tambor com 11
milhas de alcance.
O farol foi electrificado e
automatizado em Agosto de 1983, ficando a ser monitorizado a
partir do farol de S. Vicente, deixando de estar guarnecido de
faroleiros.
Direcção de Faróis |
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