Portugal Uma Nação Marítima

Portugal dispõe de um mar que é fonte de poder nacional. A necessidade de atuação no mar, para garantir o seu uso adequado, é particularmente relevante num país cujos espaços marítimos têm uma dimensão extraordinária. A valia da posição estratégica ocupada por Portugal traduz-se, entre outros aspetos, no facto de 53% do comércio externo da UE passar por águas jurisdicionais portuguesas. Além disso, cerca de 60% de todo o comércio externo português ocorre por via marítima e cerca de 70% das importações nacionais usa a mesma via, incluindo a totalidade do petróleo e quase 2/3 do gás natural que consumimos.
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​A exploração sustentada dos espaços marítimos requer o estabelecimento de condições de segurança e defesa que efetivem o exercício da soberania nacional.


Na vasta área de interesse estratégico de Portugal existem diversas potências marítimas que podem lançar ameaças militares sérias, especialmente no contexto de operações navais de baixa intensidade.


Por outro lado, a combinação do crime organizado com a constituição de exércitos privados, o aparecimento dos senhores da guerra, a insurreição, o terrorismo e as tentativas de acesso a armamento não convencional por parte de Estados confrontados com crescentes dificuldades de governação e com o fracasso do seu sistema político-administrativo cria condições para a participação da nossa Marinha, em operações militares, seja para reestabelecer a paz ou para evacuar cidadãos nacionais, seja com carácter preventivo ou preemptivo, destinados a contribuir para a paz e a segurança nacional e internacional.