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Home » Media Center » Notícias e Destaques » Navio hidrográfico da Marinha iniciou buscas pela embarcação naufragada na Figueira da Foz
30 Nov 2017, 19:00

Relembra-se que os mecanismos de alerta de emergência automáticos via satélite apenas indicam posições aproximadas e a tripulação da embarcação de pesca não emitiu uma chamada de socorro via rádio, o que dificultou a aferição com precisão da posição do afundamento ocorrido na madrugada desta terça-feira, a cerca de 11 milhas (20 km) da costa. 

Durante as próximas horas, este navio de investigação científica da Marinha tentará encontrar o pescador desaparecido e localizar a embarcação de pesca com recurso a um equipamento sonar de varrimento lateral de grande precisão que visualizará o fundo do mar em torno da última posição conhecida da embarcação e da posição do alerta recebida via satélite através da radio-baliza de emergência. 

Esta operação é muito complexa, minuciosa e demorada e envolve risco pois operará equipamentos acoplados ao navio que serão rebocados a diferentes profundidades, desde o fundo até à superfície. Durante a noite o navio não interromperá as buscas e passará a utilizar outro sistema, o sondador multifeixe, na tentativa de detetar a embarcação com recurso a todas as capacidades instaladas a bordo.

Caso venha a ser possível a deteção da embarcação no fundo do mar, será posteriormente utilizado um veículo subaquático operado remotamente, vulgarmente conhecido por ROV (Remotely Operated Vehicle), que também segue a bordo do “Gago Coutinho”.  O ROV, controlado remotamente, permitirá a observação e recolha de imagens do navio afundado, que servirão como elementos de informação a juntar ao inquérito de sinistro marítimo que decorre no âmbito do Capitão do Porto da Figueira da Foz, na tentativa de apurar o que esteve na origem deste afundamento, aparentemente repentino.

A utilização do ROV permitirá a operação a maiores profundidades e durante um período mais prolongado do que seria conseguido com recurso a mergulhadores, que representam naturalmente um risco para a vida humana.
A bordo do navio hidrográfico segue uma equipa de 10 mergulhadores da Marinha com capacidade de realizar operações de mergulho a grande profundidade, até ao máximo de 81 metros, que terão como prioridade recuperar o pescador que se encontra ainda desaparecido.

 
 

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