Corvetas

Navio de menor deslocamento do que as fragatas, comprimento entre os 60 e 100 metros e normalmente até 1.500 toneladas de deslocamento. Possui um armamento inferior ao das fragatas e menores capacidades oceânicas. Desempenha, principalmente, missões no âmbito da segurança e autoridade do Estado no mar, e no âmbito da defesa própria e do apoio a política externa do Estado em cenários de baixa intensidade.
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NRP Jacinto Cândido
NRP Jacinto Cândido
NRP Jacinto Cândido
Galeria de Imagens

Classe João Coutinho

 

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Características
Deslocamento 1380t
Comprimento 85m
Boca Máxima 10,3m
Calado 3,3m
Propulsão
​Velocidade Máxima 22nós​
Guarnição
Oficiais 7
Sargentos 13
Praças 50
Total 70
Armamento
1 reparo duplo de 76mm US Mk33
1 reparo duplo Bofors de 40mm/60
Equipamentos
Radar de navegação KH1007
Radar de navegação RM 1226C
2 Semirrígidas, 1 bote Zebro III e 1 embarcação MK9
Lançamento à água: 16-Jun-1970
Entrada ao serviço: 16-Jun-1970
Brasão de Armas

Brasão de armas

De negro com uma águia de prata de asas estendidas, bordadura de arminhos. Coronel naval de ouro forrado de vermelho. Sotoposto listel enrolado, de prata com a legenda em letras negras de tipo elzevir NRP JACINTO CÂNDIDO.

 

Patrono

PATRONO

Conselheiro Jacinto Cândido da Silva.
Nasceu em Angra do Heroísmo, Açores, em 30 de Novembro de 1857.

Fez os seus estudos superiores em Coimbra, tendo-se formado em Direito, onde foi um aluno distinto.

Depois de ter praticado advocacia em Lisboa, regressou a Angra para ocupar um lugar de professor no liceu local.

Eleito, em 1886, deputado pelos Açores, vem para Lisboa a fim de tomar parte em trabalhos parlamentares, tendo deste modo ingressado na vida política, revelando-se como grande orador. Fundou o Partido Nacionalista, de que foi chefe, e foi conselheiro de Estado.

Na sequência da sua vida política foi nomeado ministro da Marinha e do Ultramar em 26-11-1895, pasta que orientou até 07-02-1897.

Como ministro da Marinha, tornou-se célebre mercê do seu plano para a renovação da Armada, principalmente ao fazer publicar verbas para a construção (quase simultânea) de quatro cruzadores - o D. Carlos, em estaleiros ingleses; o S. Gabriel e o S. Rafael; em estaleiros franceses, e o D. Amélia no nosso Arsenal da Marinha. A construção deste último navio constituiu uma vitória para a indústria naval portuguesa da época.

Deste modo, formou-se a nossa 1ª e única força de cruzadores, que além daqueles quatro navios reuniu ainda o robustecido e reconstruído Vasco da Gama e também o Adamastor, adquirido com o resultado da subscrição pública nacional, após o ultimato inglês de 1891.
Outros problemas da Armada, como a instrução do pessoal e a adaptação das infra-estruturas navais às exigências da sua "nova Marinha", mereceram, igualmente, a Jacinto Cândido, cuidados especiais.

Pelo casamento, a sua vida ficou ligada a Penamacor, cujo povo não o esqueceu, erigindo-lhe no Jardim Público um busto em bronze. Faleceu em Lisboa, em 26 de fevereiro de 1926.

Factos

  • De 1971 a 1975 participou em diversas missões nas antigas províncias ultramarinas portuguesas de Moçambique, Guiné e Cabo Verde;
  • A partir de 1975 participou em vários exercícios de âmbito nacional e internacional e tem operado nas águas de interesse nacional, nomeadamente no desempenho de missões de busca e salvamento, vigilância e fiscalização das águas territoriais e da Zona Económica Exclusiva;
  • Foi condecorada, em 13 de maio de 1981, com a medalha de ouro de serviços distintos, pelo Presidente da República, General António Ramalho Eanes, pela ações de apoio às populações dos Açores por ocasião do sismo de 01 de janeiro de 1980;
  • Em 2013 efetuou seis ações de fiscalização.
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