Fragatas

Navios de 1.500 a 5.000 toneladas de deslocamento e comprimento entre 75 e 150 metros, possuem armamento anti-superfície, antiaéreo e anti-submarino, e são por natureza escoltas oceânicos, embora sejam navios de grande capacidade e versatilidade.
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NRP Corte-Real
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Classe Vasco da Gama

 

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Características
Comprimento 115,9m
Boca Máxima 14,2m
Deslocamento 3200t
Calado 6,2m
Propulsão
Vel. Máx. Motores Diesel 20 nós
Vel. Máx. Turbinas Gás 32 nós
Vel. Máx. Propulsão Cruzada 24 nós
Guarnição
Oficiais 20
Sargentos 40
Praças 109
Total 169
Destacamento de Helicóptero 19
Armamento
Peça de artilharia de 100mm
2x4 mísseis NATO SEA SPARROW (curto alcance de defesa antiaérea)
2x4 mísseis HARPOON (longo alcance)
2x3 reparos de tubos lança torpedos MK46
Sistema de defesa antimíssil e superfície (CIWS VULCAN-PHALANX)
Metralhadoras pesadas de 12,7 mm
Helicóptero Westland Lynx Mk95
Equipamentos
Radar de aviso combinado de médio alcance DA08
Radar de médio/curto alcance MW08
Radares de controlo de tiro STIR
Sistema de guerra eletrónica APECS II
Sistema de contramedidas antimíssil SRBOC
Sonar de médio alcance AN/SQS 510
Lançamento à água: 06-Jun-1990
Entrada ao serviço: 22-Nov-1991
Brasão de Armas

Brasão de armas

O Brasão de Armas do navio tem como base o brasão de armas que os armoriais registaram para a família Corte-Real, e que é constituído por um escudo vermelho, com seis costas em prata, postas duas a duas e firmadas nos flancos; chefe de prata, carregado de uma cruz do primeiro esmalte (vermelho) solta nos flancos. Coronel naval de ouro, forrado de vermelho. Sotoposto de listel de prata ondulado com a legenda de letras maiúsculas, tipo elzevir N.R.P. Corte-Real.

 

Patrono

PATRONO

Corte-Real nome de uma família distinta de navegadores dos séculos XV e XVI, com o nome ligado ao descobrimento da Terra Nova, cerca do ano de 1472, por João Vaz Corte-Real, navegador português que para além desta expedição organizou ainda outras viagens que o terão levado até à costa da América do Norte, explorando desde as margens do Rio Hudson e São Lourenço até ao Canadá e Península do Labrador.

Em 1474 foi nomeado Capitão-Donatário de Angra do Heroísmo e a partir de 1483, também da Ilha de S. Jorge. Os seus três filhos, todos navegadores audaciosos, Gaspar Corte-Real, Miguel Corte-Real e Vasco Anes Corte-Real, continuaram o espírito de aventura de seu pai tendo os dois primeiros desaparecido depois de expedições marítimas, em 1501 e 1502 respectivamente. Vasco Anes quis ir em busca de seus irmãos mas o Rei não lhe concedeu autorização, tendo sucedido a  seu pai como Capitão-Donatário.

O historiador americano Dr. Edmund Burke Delabarra, no início do século XX, em estudo realizado sobre a misteriosa Pedra de Dighton, na margem do Rio Tanton, Massachussets, concluiu que Miguel Corte-Real teria naufragado na região de Wanpanois, Nova Inglaterra, tornando-se ali chefe dos índios. Esta tese apoia-se na decifração das inscrições na referida pedra que traduzidas significam:

"Por vontade de Deus aqui me tornei Chefe dos Índios."
Miguel Corte-Real 1511

Factos

  • Nº de milhas percorridas: 429 874.5 milhas náuticas (20 voltas ao mundo);
  • Nº de Horas de navegação: 43 000 horas de navegação;
  • 1791 dias no mar (quase 5 anos ininterruptos no mar);
  • Participou em diversos teatros de operações e missões no âmbito do apoio à politica externa do Estado, nomeadamente:
    • Cinco integrações na força naval permanente da NATO;
    • Duas missões em Angola, 1996 e 2006;
    • Missão no Adriático, durante a crise nas Balcãs, em 1996;
    • Guiné-Bissau, em 1998, durante a Operação de evacuação de cidadãos nacionais;
    • Combate ao terrorismo sob a égide da NATO após o 11 de setembro, em 2001 e 2002;
    • Operações NATO (Ocean Shield) e da EU (Atalanta) no âmbito do combate à pirataria na Somália, em 2009 e 2012;
    • Missão de ajuda humanitária às populações da Madeira em 2010.