Fragatas

Navios de 1.500 a 5.000 toneladas de deslocamento e comprimento entre 75 e 150 metros, possuem armamento anti-superfície, antiaéreo e anti-submarino, e são por natureza escoltas oceânicos, embora sejam navios de grande capacidade e versatilidade.
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NRP D. Francisco de Almeida
NRP D. Francisco de Almeida
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NRP D. Francisco de Almeida
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Classe Bartolomeu Dias

 

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Características
Comprimento 122,25m
Boca 14,4m
Deslocamento 3320t
Calado 6,2m
Propulsão
Velocidade Máxima
Motores Diesel 18 nós
Turbinas Gás 29 nós
Guarnição
Oficiais 20
Sargentos 40
Praças 98
Total 158
Destacamento de Helicóptero 15
Armamento
Peça de artilharia OTO MELARA 76 mm
16 Mísseis MK48 VLS SEA SPARROW SAM
2x4 Mísseis HARPOON SSM
2x2 tubos lança torpedos MK46
Peça 30 mm GOALKEEPER
Helicóptero Westland Lynx Mk95
Equipamentos
Radar de aviso aéreo longo alcance LW08
Radar de aviso combinado SMART S-3D
Radar de navegação KH1007
Radar de navegação LPI (Low Probability of Interception) SCOUT
Radares de controle de tiro STIR
Sonar de médio alcance PHS 36
Sonar rebocado TAS (Towed Array Sonar) Anaconda
Sistema de guerra electrónica APECS II
Sistema de contramedidas antimíssil SRBOC
Lançamento à água: 21-Nov-1992
Entrada ao serviço: 15-Jan-2010
Brasão de Armas

Brasão de armas

O brasão de armas do navio tem como base o brasão de armas que os armorais registaram para a família Almeida. De vermelho, com uma dobre-cruz acompanhada de seis besantes tudo de ouro; e bordadura do mesmo. Coronel naval de ouro, forrado de vermelho. Sotoposto listel de prata ondulado com a legenda de letras negras maiúsculas, tipo elzevir; NRP D. FRANCISCO DE ALMEIDA.

 

Patrono

PATRONO

D. Francisco de Almeida nasceu em Lisboa em 1450 e distinguiu-se ao serviço do Estado Português em acções de liderança, quer na guerra terrestre, quer na guerra naval; ora como cavaleiro e comandante de esquadras, ora como governador e administrador das possessões portuguesas no Oriente.

Comendador da Ordem de Santiago, membro da Casa Real e do Conselho do rei, D. Francisco de Almeida é, naturalmente, indigitado por D. Manuel 1º Vice-Rei da Índia. O Rei confiava-lhe uma armada de vinte e dois navios que partiria de Lisboa na Primavera de 1505.

Por outro lado, o fidalgo de Abrantes recebia ordens expressas, vertidas para um «Regimento» para ampliar e consolidar a soberania portuguesa no Índico e reforçar o dispositivo militar-naval, para protecção da diplomacia e do comércio português. Nesse sentido, D. Francisco de Almeida iria nos anos seguintes erguer pontos de apoio à navegação e ao comércio lusitano na costa oriental africana; estabelecer os primeiros contactos com a ilha de Ceilão; atacar a região costeira da Arábia; penetrar no Golfo Pérsico e finalmente enviar os primeiros navios europeus ao oriente asiático, que avistarão a importante praça comercial de Malaca.

Assim, no que poderíamos denominar de batalha decisiva, uma esquadra comandada pelo próprio Vice-Rei derrota frente a Diu, a 2 de fevereiro de 1509, uma armada inimiga, constituída por uma coligação de alguns potentados locais e por turcos memalucos do Egipto - os Rumes, estabelecendo definitivamente o poder naval português nas águas do Índico por mais de um século.

D. Francisco de Almeida faleceu a 1 de março de 1510, numa refrega próximo do Cabo da Boa Esperança com povos locais. Terminava assim, os seus dias, o 1º Vice-Rei da Índia, comandante naval, militar e governante que estabeleceu as bases do domínio português nos mares do Oriente. No seu túmulo em Abrantes está escrito: “Aqui jaz D. Francisco de Almeida que nunca mentiu nem fugiu”.

Factos

  • Nº de milhas percorridas: 40 221,5  milhas náuticas (1,8 voltas ao mundo);
  • Nº de Horas de navegação: 3 923:47 h;
  • Dias de Mar: 234 dias;
  • Empenhamento: O navio participou em inúmeras missões e exercícios nacionais e internacionais, com especial destaque para:                          
    • Dispositivo de segurança aéreo e naval durante a celebração da missa realizada no Terreiro do Paço em 2010 pelo Papa Bento XVI;
    • Operação Ocean Shield em 2011, integrada na Força Naval da NATO, participando ativamente nas ações de combate à pirataria na zona da Somália.