Patrulhas

Navio de pequeno a médio deslocamento (200 a 400 toneladas), com comprimento inferior a 45 metros, destinado a operar junto a zonas costeiras em missões de vigilância, patrulha e defesa. Existem patrulhas vocacionados para o combate naval, e outros que se destinam prioritariamente a exercer funções de autoridade do Estado e a realizar tarefas de interesse público. Os da Marinha estão vocacionados para funções de segurança e autoridade do Estado e missões de interesse público.
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NRP Cacine
NRP Cacine
NRP Cacine
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Classe Cacine

 

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Características
Deslocamento 292t
Comprimento 48.10m
Boca Máxima 7,7m
Calado 2,2m
Velocidade Máxima 20nós
Propulsão
​2 Motores MTU 12V 538 TB80 Diesel 2.100hp​
Guarnição
Oficiais 3
Sargentos 6
Praças 24
Armamento e sensores
​1 peça Bofors 40mm/60
​1 peça Oerlikon 20mm/65
1 radar de navegação KH 1007
Provas de receção: 24-Mar-1969
Entrada ao serviço: 06-Mai-1969
Brasão de Armas

Flâmula Heráldica

Flâmula bandada de quatro peças de negro e ouro carregada a primeira com uma cabeça de bastão de ouro realçada a negro, separadas por listel de branco com a legenda em letras negras tipo elzevir NRP CACINE.

PATRONO

O nome, Cacine, tem origem no rio mais a sul da Guiné, na altura província portuguesa.​

Factos

O NRP Cacine foi construído no Arsenal do Alfeite e aumentado ao efetivo dos Navios da Armada em 6 de maio de 1969. A cerimónia de entrega à Marinha, teve lugar no estaleiro de construção e foi presidida pelo CALM Francisco Ferrer Caeiro, Comandante Naval do Continente, em representação do Ministro da Marinha. Foi o primeiro dos dez navios, e, por este motivo é o navio que dá o nome à classe.

A guarnição foi sempre constituída por 3 oficiais, 6 sargentos e 24 praças e teve como primeiro comandante, o primeiro-tenente Correia dos Santos. Construído para operações de patrulha costeira e dos rios, nas então, províncias ultramarinas em África. Atualmente desempenha funções de segurança e autoridade do Estado no mar, e missões de interesse público, nomeadamente as relativas à fiscalização dos espaços marítimos e proteção de recursos, salvaguarda da vida humana no mar, repressão de ilícitos em colaboração e apoio a outras entidades e forças de segurança, entre outras.  

O navio esteve, inicialmente, envolvido no teatro de operações de Angola, tendo estado envolvido em ações de patrulha da costa, na vigilância e escolta avançada a vários navios de transporte de militares como o "Pátria", o "Uige", o "Vera Cruz" e o "Timor", no apoio lanchas de desembarque no transporte de pessoal e material, e em diversas operações conjuntas com os outros ramos das Forças Armadas.

O NRP Cacine tem vindo, ao longo dos anos, a desempenhar uma intensa atividade operacional, destacando-se as inúmeras comissões na Zona Marítima da Madeira, os cruzeiros no continente e vários exercícios com outras unidades nacionais e estrangeiras. Da sua atividade operacional destacam-se as operações no âmbito do acidente de poluição em Porto Santo, na década de 80, no afundamento do “Prestige" e no aluvião na Região Autónoma da Madeira em fevereiro de 2010.

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