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O Centro de Operações Marítimas e os Centros e sub-centros de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo, de Lisboa, Ponta Delgada e Funchal, constituem duas das valências que a Marinha dispõe no âmbito do Comando, controlo e Apoio. Conheça as importantes missões que desenvolvem.
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O Centro de Operações Marítimas (COMAR) está co-localizado com o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa, vulgarmente conhecido pelo seu acrónimo MRCC Lisboa (Maritime Rescue Co-ordination Center Lisboa), que integra a rede do Serviço Nacional de Emergência 112.pt, permitindo uma resposta rápida, e especializada, a situações de emergência e socorro nas áreas de responsabilidade da Marinha.
 
O COMAR tem uma abordagem interagência e interdepartamental, a nível nacional e internacional, onde coexistem redes de informações militares e não-militares que potenciam a atuação coordenada dos diversos Departamentos do Estado com responsabilidades de ação nos espaços marítimos sob soberania, jurisdição ou responsabilidade nacional.
 
É através do COMAR que o Centro Nacional Coordenador Marítimo (CNCM) agiliza todos os procedimentos de articulação entre as entidades nacionais, e internacionais, com responsabilidade de atuação nos espaços marítimos nacionais, como sejam os casos da Armada, Autoridade Marítima Nacional, Força Aérea Portuguesa, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Polícia Judiciária e do Gabinete Coordenador de Segurança.  
O COMAR possui sistemas de recolha e gestão de informação que permitem a geração de conhecimento e superioridade da informação e da decisão, que potenciam a eficácia de atuação, quer seja ela militar ou não-militar. O COMAR opera em permanência, 24 horas por dia, 7 dias por semana, com uma estrutura leve, eficiente e eficaz.
 
Em termos de atuação, no âmbito da funções de defesa militar e apoio à política externa do Estado, e para além da manutenção do conhecimento situacional no mar português, o COMAR mantém o acompanhamento permanente das Forças Nacionais Destacadas (FND) da Marinha porque, pese embora o Comando Operacional seja da responsabilidade do General Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, o Comando Naval mantém o Comando Logístico dessas missões, como são exemplo as que decorrem sob a égide da União Europeia e da NATO no âmbito do combate à Pirataria na Somália, as missões NATO de combate ao terrorismo no Mediterrâneo, e as operações da International Security Assistance Force (ISAF) no Afeganistão.
 
Em matéria de atuação no âmbito das funções de segurança e autoridade do estado no mar, o COMAR mantém o acompanhamento, contínuo, dos navios da Armada com missão atribuída em águas nacionais (10 unidades navais em permanência), e dos meios da Autoridade Marítima Nacional, sem descurar as diversas atividades que decorrem no âmbito da segurança marítima e ambiental, nacional e internacional, pelo acesso permanente a informação de panoramas marítimos (como o SafeSeaNet e o CleanSeaNet) disponibilizados pela agência Europeia de Segurança Marítima (EMSA), ou através do apoio à Autoridade Nacional de Proteção Civil, de que são exemplo as ativações sazonais de meios do Comando do Corpo de Fuzileiros no âmbito do Plano TEJO, do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais, ou ainda através das ligações permanentes ao Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e à Polícia Judiciária.
 
Nas áreas do desenvolvimento económico, científico e cultural, salienta-se o acompanhamento, pelo COMAR, de cruzeiros científicos desenvolvidos pela Marinha, ou licenciados pelo Estado português.
 
Em síntese, o COMAR é um centro nevrálgico de comando e controlo de toda a atividade desenvolvida pela Marinha, e de coordenação com todas as entidades com responsabilidades de atuação nos espaços marítimos sob soberania, jurisdição ou responsabilidade nacional, e cuja intervenção abrange áreas muito para além das de natureza puramente militar.