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REVISTA DA ARMADA
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MARÇO 2015
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Ao nível habitacional foram recuperados cinco telhados que
se encontravam degradados, efetuada a montagem de um fogão
comunitário e a instalação de um iso-contentor com capacidade
para 1500 litros de água potável. Foram também distribuídas 250
refeições quentes.
O REGRESSO
Após ter desembarcado todo o material e ter executado o pla-
no “
Nha Casa
”, o navio regressou para a cidade da Praia, onde
veio a atracar no dia 8 de dezembro, numa paragem logística an-
tes de regressar a Lisboa.
Ainda no dia 8, foi possível receber, em jantar protocolar, o
Embaixador de Portugal na cidade da Praia, Dr. Bernardo Homem
de Lucena, o Adido de Defesa, CMG Pinto e Lobo, e o Diretor Téc-
nico do Projeto 5 da Cooperação Técnico-Militar entre Portugal e
Cabo Verde, CFR Mariano Alves.
O navio largou na manhã do dia seguinte, já reabastecido e
preparado para o regresso. Durante o trânsito de regresso a Por-
tugal, foi possível realizar algumas atividades de treino interno,
nomeadamente exercícios de tiro, disparo de pirotécnicos, ope-
rações de voo, etc.
Aproveitando a época festiva, no dia 11 de dezembro, num
são ato de comunhão a bordo, a guarnição juntou-se num jan-
tar de celebração de Natal, onde foi possível reforçar os laços
de camaradagem e espírito de corpo e, acima de tudo, refletir
sobre o impacto da operação que findara na vida de cada um de
nós, onde foi possível dar, num modesto contributo, um pouco
mais de conforto à população afetada pelo vulcão da Ilha do
Fogo, em Cabo Verde.
O navio atracou no dia 14 de dezembro na Base Naval de Lis-
boa, com o sentimento de missão cumprida.
9 aequo animo F331
Colaboração do
CoMando do nRP ÁlVaReS CaBRal
realizadas diversas consultas de psicologia clínica, bem como
apoio domiciliário. Este apoio irá continuar a ser prestado ao
longo do tempo.
● 
Unidade de Meios de Desembarque (UMD)
Para cumprir o solicitado a UMD embarcou no NRP
Álvares Ca-
bral
um total de 12 militares e 12 botes Zebro III, tendo sido atri-
buída a tarefa de transporte de material entre o navio e o local
de desembarque.
Após o estudo do local, ainda no trânsito para a Ilha do Fogo,
posteriormente suportado pelas imagens do reconhecimento do
Garfield
, ficou definido como local de desembarque prioritário o
porto de Vale de Cavaleiros.
Embora aparentasse ser simples, a tarefa revelou-se bastante
trabalhosa em virtude de o material a desembarcar ser volumo-
so e o navio ter permanecido a navegar, sendo necessário içar e
arriar os botes antes das movimentações diárias. No entanto, o
resultado final saldou-se num total de 95% de todo o material e
pessoal movimentado através dos botes da UMD.
Aos primeiros alvores de 7 de dezembro, foi colocado em práti-
ca o plano apelidado de “
Nha Casa
”; este plano tinha apenas um
objetivo principal, ajudar os desalojados do centro deMonte Gran-
de. Por forma a sustentar este plano foi definida uma unidade de
desembarque com capacidades diversificadas, i.e. médica, técnica,
reconhecimento e segurança, relações públicas e logística.
Por forma a alcançar o objetivo definido foram estabelecidos
quatro vetores de ação:
– Apoiar na triagem e recenseamento médico da comunida-
de local;
– Proporcionar apoio psicológico à comunidade local;
– Preparar e distribuir 250 refeições quentes;
– Auxiliar trabalhos de reabilitação urbana.
Como súmula do trabalho realizado destacam-se as trinta e
cinco consultas de triagem, consulta e pequenos cuidados de en-
fermagem, as três consultas e quinze visitas ao domicílio presta-
das pela psicóloga de bordo, a montagem de um gerador portátil
e rede de distribuição de energia a três casas comunitárias.
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