FRAGATA DA MARINHA PORTUGUESA RESGATA 46 MIGRANTES EM PERIGO NO MAR MEDITERRÂNEO
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A fragata da Marinha Portuguesa “D. Francisco de Almeida” resgatou ontem à tarde, dia 17 de abril, 46 migrantes irregulares que se encontravam numa embarcação sobrelotada de madeira e em perigo de naufrágio ao largo de Lampedusa. Os militares portugueses prestaram os primeiros socorros, não havendo registo de ferimentos graves.

18 de abril de 2018, 18:00

​​Este resgate foi efetuado no seguimento de um pedido das autoridades italianas para intercetar uma embarcação com migrantes que se encontrava a navegar da costa da Tunísia em direção à ilha de Lampedusa, na Itália. Os migrantes foram entregues às autoridades italianas, no porto de Trapani. 

A fragata “D. Francisco de Almeida” tem uma guarnição de 167 militares, incluindo duas equipas de abordagem de Fuzileiros e uma equipa de mergulhadores. A bordo seguem também dois inspetores portugueses do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e dois oficiais de ligação italianos, da Guardia di Finanza” e da “Guardia Costiera”.

Os militares portugueses participam na operação “THEMIS”, no Mediterrâneo Central, até ao próximo dia 5 de junho de 2018, em apoio à Agência Europeia de Fronteiras e Guarda Costeira (FRONTEX). Esta missão da União Europeia tem como objetivo reduzir os fluxos de migração irregular em direção às fronteiras externas da União Europeia e combater o tráfico de seres humanos e as redes criminosas transnacionais no espaço do Mediterrâneo central. As operações de busca e salvamento marítimo em massa continuam, no entanto, a ser uma prioridade da agência europeia, para que se evite a perda de mais vidas humanas naquela região.

Segundo dados estatísticos da agência europeia FRONTEX, durante o corrente ano e nesta região do globo, já foram resgatados do mar 7000 migrantes que tentavam alcançar a Europa a partir da costa Norte de África. De acordo com a mesma fonte, em 2017, o número de migrantes irregulares intercetados nas águas do Mediterrâneo Central excedeu os 26.800.

 


 

Fonte: EMGFA​


 


 

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