Fragata Corte-Real conclui certificação e regressa a Portugal
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O NRP Corte-Real regressou há momentos à Base Naval de Lisboa após concluir a sua participação no “Operational Sea Training (OST)” em Plymouth, Reino Unido. Com a conclusão do OST, a fragata Corte-Real está certificada e pronta para cumprir todas as missões que fazem parte do seu conceito de emprego operacional, em particular, a atribuição à NATO Response Force (NRF) e Standing NATO Maritime Group One (SNMG1), previsto para 2018.

30 de setembro de 2017, 11:00

A referida missão teve início no dia 21 de agosto e terminou hoje, 30 de setembro, tendo o período de participação no OST sido de 28 de agosto a 28 de setembro. O OST consiste num intenso período de treino operacional, sob a égide do “Flag Officer Sea Trainig (FOST)” da Marinha Britânica, destinado a treinar o Navio em todo o espectro e ambientes das Operações Navais, maximizando a sua capacidade para combate.

Durante o trânsito para Plymouth (21-25AGO), a guarnição esteve envolvida nos preparativos para o OST, tendo realizado um pequeno seriado de treino nas áreas chave do navio.

A partir de dia 28AGO, o navio iniciou um intenso seriado de treino, composto por 5 semanas (1 semana de treino em terra seguida de 4 semanas de treino no mar), com as funções de Comandante de Força Naval, “Commander Task Group (CTG)”.

Na semana de treino em terra foram efetuadas palestras e reuniões com o Staff do FOST de forma a preparar o período de treino nas diversas áreas, tendo também sido realizados diversos exercícios de porto, nomeadamente, combate a incêndios e alagamentos, carregamento de armas, perda total de energia, provas à instalação propulsora e ameaça de engenho explosivo a bordo.

Durante as 4 semanas de treino que se seguiram no Mar o treino compreendeu as seguintes áreas: Operações, Ajuda humanitária a região com catástrofe natural, Combate a terrorismo, Marinharia, Logística, Medica, Mecânica e Electrotecnia, Limitação de Avarias, Armas e Electrónica.

De forma a proporcionar mais realismo ao treino realizado, foram empenhados diversos meios reais por parte do FOST, nomeadamente, aeronaves, incluindo com manga rebocada como alvo de artilharia, navios reabastecedores e meios de superfície.

A motivação da guarnição e uma atitude muito positiva e combatente foi sempre a grande marca e imagem do Navio perante os complexos desafios do exigente programa de treino.

Na missão participaram 194 militares (21 dos quais do sexo feminino), incluindo um destacamento de Helicópteros, uma equipa de Fuzileiros e de Mergulhadores.

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