Marinha organiza primeiro seminário internacional da Ciberdefesa no Domínio Marítimo
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No dia 16 de abril decorreu na Escola Naval o primeiro seminário sobre a Ciberdefesa no Domínio Marítimo organizado pela Marinha Portuguesa. Este evento teve como principal objetivo sensibilizar os utilizadores dos sistemas de informação para a importância do ciberespaço no domínio marítimo e contou com mais de 300 participantes dos três ramos das Forças Armadas, das Marinhas Francesa e Americana, do Gabinete Nacional de Segurança e académicos.

17 de abril de 2018, 15:30

Atualmente, a Ciberdefesa é considerada pela NATO, como uma das capacidades militares prioritárias a desenvolver pelos Aliados. Face à crescente complexidade, frequência e impacto dos ataques cibernéticos, a Aliança Atlântica reconheceu o Ciberespaço, como um domínio operacional, equivalente ao aéreo, terrestre e marítimo. Os ataques cibernéticos são utilizados em diversos teatros operacionais da atualidade, ocorrendo normalmente durante uma fase anterior à ofensiva cinética e durante o desenrolar do conflito. O ciberespaço é pois, um domínio inegável das operações militares. Um ataque neste vetor pode pôr em causa a capacidade das Forças Armadas cumprirem com as missões que lhe estão atribuídas e , no limite, ameaçar a soberania nacional e limitar a capacidade do estado em proteger os seus cidadãos.
 
A Marinha está integrada na capacidade de ciberdefesa nacional através do núcleo CIRC, “Computer Incident Response Capability”, em articulação com o Centro de Ciberdefesa e o Centro Nacional de Cibersegurança, e está atualmente a desenvolver um programa de consciencialização para as ameaças resultantes da crescente presença no ciberespaço, com o objetivo de mitigar os riscos e minimizar as vulnerabilidades daí decorrentes, bem como de melhorar a segurança da informação e das infraestruturas no ciberespaço com interesse para a Marinha.
 
Este seminário foi organizado  no âmbito deste programa, e tem a particularidade de ter sido o primeiro realizado em Portugal, dedicado ao tema da Ciberdefesa. Das várias apresentações efetuadas, destacam-se as intervenções proferidas pelo Contra-almirante Gameiro Marques, Autoridade Nacional de Segurança e  dos Capitaine de Corvette Julien Dechanet ,da Marinha Francesa e do Captain Ramberto Torruela, da Marinha dos Estados Unidos sobre a organização da Ciberdefesa nas suas Marinhas.
 
A Marinha Portuguesa está empenhada na prevenção e reação a ataques cibernéticos contra sistemas nacionais e dos nossos aliados.
 

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