Atualmente, a Ciberdefesa é considerada pela NATO, como uma das capacidades militares prioritárias a desenvolver pelos Aliados. Face à crescente complexidade, frequência e impacto dos ataques cibernéticos, a Aliança Atlântica reconheceu o Ciberespaço, como um domínio operacional, equivalente ao aéreo, terrestre e marítimo. Os ataques cibernéticos são utilizados em diversos teatros operacionais da atualidade, ocorrendo normalmente durante uma fase anterior à ofensiva cinética e durante o desenrolar do conflito. O ciberespaço é pois, um domínio inegável das operações militares. Um ataque neste vetor pode pôr em causa a capacidade das Forças Armadas cumprirem com as missões que lhe estão atribuídas e , no limite, ameaçar a soberania nacional e limitar a capacidade do estado em proteger os seus cidadãos.
A Marinha está integrada na capacidade de ciberdefesa nacional através do núcleo CIRC, “Computer Incident Response Capability”, em articulação com o Centro de Ciberdefesa e o Centro Nacional de Cibersegurança, e está atualmente a desenvolver um programa de consciencialização para as ameaças resultantes da crescente presença no ciberespaço, com o objetivo de mitigar os riscos e minimizar as vulnerabilidades daí decorrentes, bem como de melhorar a segurança da informação e das infraestruturas no ciberespaço com interesse para a Marinha.
Este seminário foi organizado no âmbito deste programa, e tem a particularidade de ter sido o primeiro realizado em Portugal, dedicado ao tema da Ciberdefesa. Das várias apresentações efetuadas, destacam-se as intervenções proferidas pelo Contra-almirante Gameiro Marques, Autoridade Nacional de Segurança e dos Capitaine de Corvette Julien Dechanet ,da Marinha Francesa e do Captain Ramberto Torruela, da Marinha dos Estados Unidos sobre a organização da Ciberdefesa nas suas Marinhas.
A Marinha Portuguesa está empenhada na prevenção e reação a ataques cibernéticos contra sistemas nacionais e dos nossos aliados.