O Aquário Vasco da Gama vai libertar 2 mil peixes de água doce
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Nos dias 21, 28 de março e 4 de abril, serão libertados, nos concelhos de Grândola, Monchique e Mafra respetivamente, cerca de 2.000 peixes de água doce, reproduzidos e criados no Aquário Vasco da Gama, órgão de natureza cultural da Marinha Portuguesa.

19 de março de 2019, 18:05

​​​O Aquário Vasco da Gama, em parceria com o MARE-ISPA, a Quercus e a Faculdade de Medicina Veterinária participa no projeto “Conservação ex situ de organismos fluviais", com o objetivo de reproduzir e manter espécies ameaçadas de água doce da fauna e flora portuguesas, para posterior libertação.

Esta é uma forma de proteger as espécies consideradas criticamente em perigo, devido à redução das populações no meio natural, provocada por vários fatores: descargas de poluentes, ocorrência cada vez mais frequente de verões prolongados e secos, destruição da vegetação das margens e proliferação de espécies invasoras vegetais e animais.

Alguns destes peixes, reproduzidos e criados no Aquário Vasco da Gama, vão agora ser libertados no meio natural, com a autorização do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas:

  • No dia 21 de março serão libertados na ribeira de Grândola, concelho de Grândola, 300 Bogas Portuguesas (Iberochondrostoma lusitanicum) nascidas no AVG em 2016, 2017 e 2018 e descendentes de exemplares capturados no mesmo rio. Esta é uma espécie considerada criticamente em perigo e apenas existe em Portugal onde vive nas bacias hidrográficas dos rios Tejo e Sado e nas pequenas ribeiras da região Oeste e da região entre o Sado e o Mira.
  • No dia 28 de março serão libertados na ribeira de Odelouca, concelho de Monchique, 1400 Bogas do Sudoeste (Iberochondrostoma almacai) nascidas no AVG em 2017 e 2018, descendentes de exemplares capturados no mesmo rio.  Esta é uma espécie considerada criticamente em perigo e apenas existe em Portugal onde vive nas bacias hidrográficas dos rios Mira e Arade.
  • No dia 4 de abril serão libertados no rio Safarujo, concelho de Mafra, 300 Ruivacos do Oeste (Achondrostoma occidentale) nascidos no AVG em 2016, 2017 e 2018 e descendentes de exemplares capturados no mesmo rio. Esta é uma espécie considerada criticamente em perigo e apenas existe em Portugal onde vive nos rios Safarujo, Alcabrichel e Sizandro.

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